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Professores podem decidir pela deflagração de greve contra nova carreira e por reajuste salarial


Na Alesp, a deputada Bebel tem sido referência na luta em defesa dos professores - Imagem: Divulgação

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino do Estado de São Paulo) promove assembleia nesta terça-feira (29), às 14h, em frente à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), para protestar e pressionar os deputados da base governista para que desmembrem o PLC 03/2022, que tramita naquela Casa, garantindo reajuste salarial aos professores e retirando a proposta da chamada “nova carreira” da pauta de discussão.


A Apeoesp, que reivindica reajuste salarial de 33,24%, o que assegura o cumprimento do piso nacional do magistério no Estado de São Paulo e a retirada da proposta de criação da chamada “nova carreira”, informa que os professores podem deflagrar greve para que as reivindicações da categoria sejam atendidas. Para isso, todos os professores estão convocados para a assembleia, com paralisação da categoria, que reunirá representantes de todas as regiões do Estado de São Paulo. A subsede da Apeoesp em Piracicaba organiza uma caravana de professores para participar da assembleia, como forma de engrossar o movimento para pressionar o governo estadual.



De acordo com a presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT), o Governo, conforme estabelece o PLC 03/2022, quer atrelar o reajuste de 10% à criação da nova carreira, que, na realidade, é o desmonte da carreira, “porque perderemos quinquênios, sexta-parte e outros direitos. Isso é tão verdade que o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, postou nas suas redes sociais que somente é contra a aprovação da “nova carreira” quem quer continuar a receber “altos salários”. Com isso, está admitindo que a tal “nova carreira” implicará, sim, em redução de salários, pois os valores supostamente percebidos como aumento não serão integrados ao salário base, sendo apresentados na forma de subsídios. Agora, francamente, dizer que algum professor ou professora ganha “altos salários” é brincadeira de mau gosto, não é?”, questiona Bebel.


Além disso, a presidenta da Apeoesp ressalta que “passaremos a trabalhar mais 14 horas semanais dentro das escolas, sem aumento salarial correspondente. Já o subsidio inicial de R$ 5 mil será corroído pelo aumento dos descontos, com o professor, na prática, recebendo pouco mais de R$ 3.700,00, além do que o tempo de serviço e experiência não serão fatores evolutivos e os professores levarão 28 anos para chegar à 11ª referência, no total de 15, fazendo provinhas e avaliações subjetivas. Já os professores temporários (categoria O) serão enquadrados compulsoriamente na referência 1 quando da renovação de seus contratos e ficarão estagnados, sem evolução e sem carreira, recebendo no máximo pouco mais de R$ 3.700,00 e trabalhando mais”, destaca.


Por outro lado, Bebel ressalta que não há ainda nenhuma clareza sobre a evolução na carreira. “É uma farsa que o governo do PSDB tenta enfiar goela abaixo do magistério paulista, mas não vamos aceitar!”, completa, ressaltando a necessidade de uma ampla participação dos professores na assembleia desta terça-feira.


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