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População feminina: menopausa precoce já afeta 30 milhões de brasileiras, segundo dados do IBGE

  • Foto do escritor: O Canal da Lili
    O Canal da Lili
  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura
Condição silenciosa antecipa riscos graves e exige atenção urgente da saúde pública e das mulheres - Foto: Freepik
Condição silenciosa antecipa riscos graves e exige atenção urgente da saúde pública e das mulheres - Foto: Freepik

Em 2025, cerca de 30 milhões de brasileiras já sofriam com menopausa precoce, o que representa 7,9% da população feminina, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica divulgados pela Ebserh - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. A condição, que pode ocorrer entre os 40 e 45 anos, exige atenção especial da saúde pública.



Embora os sintomas da menopausa prematura sejam semelhantes aos da menopausa natural, como ondas de calor, insônia, alterações de humor e secura vaginal, o que muda é a idade em que aparecem, antecipando riscos e impactos para a saúde da mulher, podendo ocorrer antes dos 40 anos. “Quanto mais cedo a mulher entra na menopausa, maiores devem ser os cuidados com a saúde, já que o declínio hormonal aumenta o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e declínio cognitivo”, explica a ginecologista Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+.


A discussão sobre menopausa precoce vai além da clínica: trata-se de um tema de relevância social e de saúde pública. Informar e orientar mulheres sobre os riscos e possibilidades de tratamento é fundamental para reduzir impactos e garantir que elas possam atravessar essa fase com segurança e bem-estar.


Estudos internacionais reforçam a preocupação: uma meta-análise publicada no Human Reproduction Update apontou que mulheres com menopausa precoce têm risco até 50% maior de desenvolver doenças cardíacas em comparação às que entram na menopausa após os 50 anos.


Diagnóstico e reposição hormonal

As causas da menopausa precoce podem estar ligadas à genética, mas também a fatores externos como quimioterapia, radioterapia e endometriose. Além da perda da fertilidade, que muitas vezes surpreende mulheres ainda em idade reprodutiva, o diagnóstico pode ser difícil. “Por ocorrer em pacientes jovens, é comum confundir com outras condições, como gravidez ou alterações da tireoide. A confirmação vem com a dosagem do FSH e do estradiol”, explica a médica.


O tratamento inclui reposição hormonal, considerada essencial para proteção cardiovascular, óssea e cerebral, além de suplementação e cuidados com alimentação e estilo de vida. “A mulher que entra na menopausa prematuramente precisa de acompanhamento médico contínuo. Não tem como congelar o tempo, mas é possível preservar a saúde e qualidade de vida”, reforça Ana Maria Passos.



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