• Eliana Teixeira

Linkado com: Luciana Canetto Fernandes, vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia

Atualizado: 6 de fev.


A farmacêutica Luciana Canetto Fernandes é vice-presidente do CRF-SP - Imagem: Divulgação

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, decretada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), em março de 2020, os profissionais da saúde, literalmente, foram para a frente de batalha, lutando contra um inimigo inesperado e desconhecido. Entre os profissionais de saúde tão requisitados e também muitas vezes exaustados, estão os farmacêuticos, cujo dia comemorativo da categoria profissional é sempre em 20 de janeiro. Para saber mais sobre os desafios dos farmacêuticos, O Canal da Lili está linkado com Luciana Canetto Fernandes, vice-presidente do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo), que possui mais de 72.200 farmacêuticos inscritos. Farmacêutica formada em 1994 pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba, Luciana é pós-graduada em Saúde Pública pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e em Gestão Pública pela Unimep. Casada com há 28 anos com Luiz Antônio Fernandes, mãe de Vinícius Canetto Fernandes, 27 anos, e Letícia Canetto Fernandes, 24 anos, há há 25 anos ela atua como farmacêutica da Prefeitura de Piracicaba (SP). Confira a entrevista:


O que a pandemia trouxe de mudanças para os farmacêuticos em relação ao exercício da profissão?

No âmbito da farmácia/drogaria, o farmacêutico foi fortemente demandado pela população que correu às farmácias em busca de esclarecimentos sobre os sintomas da doença, dúvidas sobre medicamentos, uso correto de máscaras, álcool em gel; outros agentes saneantes e muito procurados para dirimir dúvidas sobre as vacinas. Além disso, o farmacêutico realizou e ainda realiza muitos testes rápidos de Covid-19. Os farmacêuticos dos laboratórios de análises clínicas e hospitais também tiveram seu trabalho aumentado de forma exponencial, pois a quantidade de exames superou qualquer expectativa bem como, as internações foram muito acima da capacidade das instituições de saúde que levou o farmacêutico a ser muito requisitado nas farmácias hospitalares nos laboratórios dos hospitais e no acompanhamento realizado pelo farmacêutico clínico. A pandemia fez com que os farmacêuticos colocassem em prática todo seu repertório técnico-científico na sua atuação, bem como superar seus limites físicos e humanos para atender às urgências geradas pela Covid.


Quais as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais e o que é possível fazer para melhorar?

As dificuldades dos farmacêuticos começaram desde a dificuldade de se manter o distanciamento social, pois farmácias e instituições de saúde funcionaram com demandas acima do normal. A preocupação de conseguir fazer uma orientação efetiva para uma população aflita em busca de algum tratamento milagroso, pois no início não tínhamos disponibilidade de vacinas e as pessoas começaram a procurar tudo que era veiculado na mídia, inclusive o combate das fake news, foi um grande desafio. O trabalho extenuante e o desconhecimento da nova doença e suas consequências começaram a gerar medo aos profissionais de serem contaminados e isso causou uma busca insana por EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) de qualidade para gerar a barreira física necessária para proteção, que começou a faltar no mercado. Algo que ficou patente nesse caos da Covid foi a importância de informações fidedignas sobre doenças e tratamentos. Além disso, o que pode contribuir com a melhora do cenário é a conscientização dos gestores, para que possibilitem condições seguras de trabalho, com boas condições de biossegurança, visto que essa atitude poderá minimizar os impactos deletérios e um atendimento mais efetivo para população.


Qual é o papel do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo?

o CRF-SP é uma autarquia federal criada por Lei para defender e preservar os interesses da sociedade, que tem o direito à assistência farmacêutica e de receber serviços e produtos farmacêuticos de qualidade. Serve para fiscalizar o exercício da profissão, atividade que executa com excelência, o que pode ser comprovado pelos altos índices de assistência farmacêutica no Estado. E, quando o farmacêutico realiza um ato que coloca ou pode colocar em risco o cidadão, cabe ao Conselho apurar este ato e, se for o caso, aplicar uma penalidade, ações que são realizadas por meio de um Processo Ético Disciplinar. O CRF-SP vai além das suas funções legais, se preocupa em capacitar os profissionais farmacêuticos para que os mesmos façam um atendimento efetivo para a população. Ou seja, sempre realizando capacitações, campanhas, cursos, palestras, simpósios para abordar as situações que são de interesse à saúde publica em prol da sociedade. Para saber mais:

http://www.crfsp.org.br/noticias/7088-entenda-o-crf-sp.html .


Médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares, muitos deles, encontram-se sobrecarregados e estafados nesta pandemia diante dos altos números de pessoas infectadas e hospitalizadas. Isso ocorre também com os farmacêuticos?

Certamente ocorreu com os farmacêuticos, pois suas atividades são essenciais e a sobrecarga de trabalho foi a mesma dos demais profissionais que atuaram na linha de frente na pandemia.


SERVIÇO

Luciana Canetto Fernandes - vice-presidente do CRF-SP: FaceBook - Luciana Canetto Fernandes; Instagram - @lucianacanetto; e-mail: luciana.canetto@crfsp.org.br .



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