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Bebel orienta professores a não aderirem à nova carreira e diz que luta pelos 33,24% continua


A deputada anunciou que os 10% conquistados faz parte da luta da Apeoesp e não é nenhuma dádiva do governo estadual - Imagem: Divulgação

A presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino do Estado de São Paulo), a deputada Professora Bebel (PT), está orientando os professores da rede estadual de ensino a não aderirem à nova carreira do magistério, por ser muito prejudicial à categoria. Em visita a EE Moraes Barros e à EE José Falcone, ambas na região central de Piracicaba, nesta terça-feira (5), onde pôde dialogar com diversos professores, Bebel anunciou que apesar de o governo estadual estar concedendo o reajuste salarial de 10% aos professores retroativos a 1º de janeiro, a Apeoesp continuará na luta pelo reajuste de 33,24%, para garantir que o Estado de São Paulo cumpra o Piso Salarial Nacional do Magistério.


De acordo com Bebel, o PLC 03, aprovado na semana passada pela Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), é muito prejudicial aos professores, uma vez que, na prática, acaba com a carreira do magistério. “Trata-se do desmonte da nossa carreira, porque perderemos quinquênios, sexta-parte e outros direitos, além de qualquer melhoria salarial dependerá de aprovação nas chamadas provinhas de avaliação. Também passaremos a trabalhar mais 14 horas semanais dentro das escolas, sem aumento salarial correspondente”, explicou.



Como a proposta aprovada pela Alesp permite à adesão à nova carreira em até dois anos, a presidenta da Apeoesp orienta os professores que aguardem, até porque é grande a chance de São Paulo ter um governo novo, que pense diferente, a partir do próximo ano, e reveja essa legislação. Além disso, a deputada Bebel explica que o subsidio inicial de R$ 5 mil será corroído pelo aumento dos descontos, com o professor, na prática, recebendo pouco mais de R$ 3.700,00, além do que o tempo de serviço e experiência não serão fatores evolutivos e os professores levarão 28 anos para chegar à 11ª referência, no total de 15, fazendo provinhas e avaliações subjetivas.


Por outro lado, os professores temporários (categoria O) serão enquadrados compulsoriamente na referência 1 quando da renovação de seus contratos e ficarão estagnados, sem evolução e sem carreira, recebendo no máximo pouco mais de R$ 3.700,00 e trabalhando mais.


A presidenta da Apeoesp reforçou também que os 10% concedidos ao magistério não é nenhuma dádiva, porque há anos que os professores lutam pela recuperação das perdas. “Portanto, esse reajuste é nosso por direito e em isonomia com os demais servidores estaduais e não abrimos mão do reajuste salarial de 33,24% para todos os professores”, explicou.


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