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Bebel, deputada e presidenta da Apeoesp, destaca o orgulho de ser mulher, mãe e professora


A deputada Professora Bebel, ao ser homenageada pela sua filha, Maria Manuela, pelo Dia Internacinal da Mulher - Imagem: Divulgação

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a deputada estadual Professora Bebel (PT) diz que tem orgulho de ser mãe, mulher e professora. Presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino do Estado de São Paulo), o maior sindicato de professores da América Latina, a Professora Bebel diz que a vida da mulher é difícil, contudo mais difícil ainda pra galgar postos de liderança na sociedade. “Sem dúvida, para nós mulheres é mais difícil ainda”, declara.


Para a Professora Bebel, o “Dia Internacional da Mulher” simboliza para todas as mulheres do mundo a luta por existência digna, direitos, afirmação de sua identidade e luta contra preconceito, machismo, misoginia, violência e feminicídio que, lamentavelmente, marcam a nossa existência. “É uma datas para celebrar conquistas e fortalecer a união e uma oportunidade para celebrar conquistas, lembrar e homenagear todas as protagonistas de nossas lutas ao longo do tempo, mas é sobretudo uma data para renovar nossa união e nosso compromisso, homens e mulheres que constroem uma sociedade verdadeiramente democrática, igualitária e justa, onde não haja espaço para perseguições, discriminações, preconceitos e violência contra as mulheres”, afirma.



Bebel diz que, “sim, houve incontáveis avanços nos últimos cem anos. Mais ainda nas décadas finais do século passado e início deste. Mas há também retrocessos, frutos do avanço de uma direita intolerante e autoritária, não apenas no nosso país, mas em diversas partes do mundo. Para não falar em costumes arcaicos enraizados em sociedades patriarcais, que se reforçam em muitos países, com as vitórias eleitorais ou militares de grupos retrógados que querem perpetuar situações de opressão e subserviência das mulheres”, ressalta.


No entanto, diz que há também exemplos de luta e de coragem. “Enfrentando perigos e ameaças, lideranças femininas se levantam, resistem, propagam sua voz e sua luta por meio das redes sociais, dos meios de comunicação, em todos os espaços onde seja possível se manifestar, denunciar e conclamar a humanidade a superar o patriarcalismo e o discriminação. Pertenço a uma categoria profissional formada por pelo menos 84% de mulheres. Sentimos e vivemos no nosso cotidiano o preconceito e o machismo estrutural presente na nossa sociedade. Sabemos, porém, que a educação cumpre um papel fundamental para a superação dessa cultura. Não apenas a educação formal, nas escolas, mas o processo educativo que perpassa nossa vida diária, nos diferentes espaços de convivência social, na família, nos sindicatos, nos parlamentos, nas instituições formais e informais. Todo lugar e momento é uma oportunidade para estabelecer outro tipo de relacionamento social baseado no respeito e reconhecimento mútuo e na valorização da vida”, enfatiza.


Enquanto na Apeoesp há uma secretaria específica para assuntos das mulheres, no seu mandato popular de deputada estadual, um dos eixos de trabalho da deputada Bebel é a luta em defesa dos direitos das mulheres. “Um de meus projetos mais importantes é que institui o Programa Rede Segura, de combate à violência doméstica no Estado. E há outros projetos de minha autoria que buscam assegurar os direitos das mulheres”, conta.


Na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), Bebel é procuradora da Mulher, tendo sido reeleita em 2021 para essa função, e nela procuro estabelecer um diálogo com todos os deputados e deputadas sobre a necessidade de a Casa ser protagonista do combate à violência contra as mulheres em todas as suas formas, não somente quando se trata de violência física. “Por isso nos posicionamentos firmemente no recente caso de assédio sexual em plenário, assim como nos manifestamos em outros casos de assédio e violência durante atividades ocorridas em espaços da Casa, sejam presenciais ou virtuais”, explica.


Portanto, para Bebel, o Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para celebrar conquistas, lembrar e homenagear todas as protagonistas de nossas lutas ao longo do tempo, “mas é sobretudo uma data para renovar nossa união e nosso compromisso, homens e mulheres que constroem uma sociedade verdadeiramente democrática, igualitária e justa, onde não haja espaço para perseguições, discriminações, preconceitos e violência contra as mulheres. Nós sabemos que as mulheres estão a quem de sua saúde, a saúde da mulher, nós temos o caso de nós em servidores, nós temos excelência no Iampes (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Estadual), mas não há uma política no Iampes, que o hospital atenda todos os servidores do Estado, que tem adoecido por ter dupla, tripla jornada”, diz.


Esse 8 de março, para ela, tem significado de luta, de mudança de esperança “e convido todos a participarem do 8 de março, da marcha mundial das mulheres. Participarem de todos os seminários, da conferência das mulheres que a Apeoesp organizará no dia 28 de março, porque é o mês das mulheres, mas o ano todo é das mulheres e eu digo: não quero o homem nem na minha frente e nem atrás de mim, mas do meu lado lutando por um Brasil melhor”, destaca.


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