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Saúde mental: quando se deve desconfiar de que algo diferente está ocorrendo?


Quanto antes o tratamento for iniciado, maior as chances de melhora ou cura - Imagem: Divulgação

Entre as doenças mais negligenciadas estão as ligadas ao cérebro e à mente, como ansiedade, estresse, síndrome do pânico e depressão. Há tanto tabu, que quem está sofrendo os distúrbios tenta esconder e os que relatam algum tipo de sintoma para amigos ou familiares, muitas vezes escutam que "isso é passageiro e logo vai passar". E, se a pessoa insiste em dizer que algo está errado, é mais comum ainda as outras dizerem que "depressão é coisa de quem chora o dia todo, trancado num quarto escuro e é claro que o seu problema não é isso".


Crianças, adolescentes e mulheres estão entre as principais vítimas da doença e, sobretudo, da negação. Os motivos são os mais variados, pode até ser uma herança genética, mas é fato que o mundo moderno, com toda a sua complexidade, exigência, riscos e problemas, está impactando o emocional das pessoas. E o tem colaborado ainda mais para o agravamento dos casos é a falta de tratamento desde quando os sintomas começam a aparecer. A psicóloga da Zero Barreiras, Patricia Lenine, alerta:


"Quando uma pessoa ou alguém da sua convivência, como um familiar ou amigo, está com falta de disposição, não se levanta da cama com a mesma energia para desempenhar suas atividades diárias, se irrita com os outros facilmente, ou seu comportamento está fugindo do padrão habitual, pois não consegue dormir, ou mesmo se dormindo a noite inteira, não acorda descansada, porque o sono não foi tranquilo e reparador, é um sinal de alerta. Algo dentro dela está avisando que as coisas não vão bem e que é fundamental tomar certas medidas para evitar consequências mais sérias. Em geral, é alguém de fora que chama atenção para o problema. A roda da vida quase sempre impede que a própria pessoa perceba com clareza o que está acontecendo com ela. E perceber esses primeiros sinais é super importante", diz a psicóloga.


Patrícia Lenine, psicóloga da Zero Barreiras - Imagem: Divulgação

Abaixo estão algumas características que indicam como são alguns problemas emocionais mais comuns:


Ansiedade

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG) é um distúrbio caracterizado pela "preocupação excessiva ou expectativa apreensiva", persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.


Nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.


Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Os mais comuns são: Inquietação; Fadiga; Irritabilidade;

Dificuldade de concentração; Tensão muscular. Existem também outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: Palpitações; Falta de ar; Taquicardia; Aumento da pressão arterial; Sudorese excessiva; Dor de cabeça; Alteração nos hábitos intestinais; Náuseas; Aperto no peito; Dores musculares. Quanto antes o tratamento for iniciado, maior as chances de melhora ou cura.


Estresse

O estresse é uma defesa natural que nos ajuda a sobreviver, mas a cronicidade do estímulo estressante acarreta consequências danosas ao nosso organismo. Embora a tendência do indivíduo seja elaborar estratégias para resolvê-las, muitas vezes, ele vai se adaptando às exigências do chefe intransigente, à situação econômica difícil, aos revezes do dia a dia. Se não conseguir criar essas estratégias, o organismo não irá reagir convenientemente diante dos problemas e dará sinais de cansaço que podem afetar os sistemas imunológico, endócrino, nervoso e o comportamento. A continuidade dessa situação afeta a pessoa, exaurindo suas forças e ela cai num estado de exaustão, de estresse propriamente dito. Caso não consiga reverter o processo, as consequências não tardarão a surgir: aumento da pressão arterial, crises de angina que podem levar ao infarto, dores musculares, nas costas, na região cervical, alterações de pele, etc. Daí a importância de a pessoa estar alerta para os sinais que o corpo registra.


Depressão

Depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, além de distúrbios do sono e do apetite.

É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas etc. Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos. Desaparece o interesse pelas atividades que antes davam satisfação e prazer e a pessoa não tem perspectiva de que algo possa ser feito para que seu quadro melhore. Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão: Alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); Distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias); Problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); Fadiga ou perda de energia constante;

É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas etc.

Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos. Desaparece o interesse pelas atividades que antes davam satisfação e prazer e a pessoa não tem perspectiva de que algo possa ser feito para que seu quadro melhore.


Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão: Alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); Distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias); Problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); Fadiga ou perda de energia constante; Culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade); Dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se); Ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); Baixa autoestima, Alteração da libido.


Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.


Síndrome do pânico

A síndrome ou transtorno do pânico (ansiedade paroxística episódica) é uma doença que se caracteriza pela ocorrência repentina, inesperada e de certa forma inexplicável de crises de ansiedade aguda marcadas por muito medo e desespero, associadas a sintomas físicos e emocionais aterrorizantes, que atingem sua intensidade máxima em até 10 minutos. Durante o ataque de pânico, em geral de curta duração, a pessoa experimenta a nítida sensação de que vai morrer, ou de que perdeu o controle sobre si mesma e vai enlouquecer.


A primeira crise pode ocorrer em qualquer idade, mas costuma manifestar-se na adolescência ou no início da idade adulta, sem motivo aparente. O episódio pode repetir-se, de forma aleatória, várias vezes no mesmo dia ou demorar semanas, meses ou até anos para surgir novamente. Pode também ocorrer durante o sono.


O ataque de pânico começa de repente e apresenta pelo menos quatro dos seguintes sintomas: Medo de morrer;

Medo de perder o controle e enlouquecer; Despersonalização (impressão de desligamento do mundo exterior, como se a pessoa estivesse vivendo um sonho) e desrealização (distorção na visão de mundo e de si mesmo que impede diferenciar a realidade da fantasia); Dor e/ou desconforto no peito que podem ser confundidos com os sinais do infarto; Palpitações e taquicardia; Sensação de falta de ar e de sufocamento; Sudorese; Náusea; Desconforto abdominal; Tontura ou vertigem; Ondas de calor e calafrios; Adormecimento e formigamentos; Tremores, abalos e estremecimentos.


Com frequência, portadores da síndrome do pânico apresentam quadros de depressão. Em alguns casos, alguns buscam no alcoolismo uma saída para aliviar as crises de ansiedade ou de tristeza. Buscar ajuda profissional o quanto antes é fundamental para que os sintomas não piorem ao longo do tempo.


Sobre a Zero Barreiras

A Zero Barreiras oferece processo terapêutico para auxiliar a superação das barreiras da vida cotidiana, aumentando a resiliência e a qualidade de vida das pessoas. A empresa possui uma rede de cerca de 300 profissionais qualificados em diversas especialidades, que conciliam psicologia com a tecnologia, por meio de uma plataforma moderna de suporte online. De 450 atendimentos mensais, passou para 8.000 em 2021. Com planos que partem de um pacote com cinco consultas, na faixa de R$ 70 cada, a empresa democratizou o acesso à terapia, conquistando a atenção de grandes empresas, que enxergaram o benefício real de cuidar da saúde mental dos seus colaboradores

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