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Professores fazem paralisação e assembleia por “nova carreira” e reajuste de 33,24%


A deputada Professora Bebel durante assembleia dos professores em frente à Alesp - Imagem: Divulgação

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino do Estado de São Paulo) promove nesta sexta-feira (8), assembleia estadual no vão livre do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 14h, para protestar contra a “nova carreira” para o magistério e lutar pelo reajuste salarial de 33,24% para todos os professores da rede estadual de ensino. Para marcar esta data de luta, a Apeoesp propõe paralisação dos professores, para mostrar ao governo estadual que a categoria não aceita a chamada nova carreira e não abre mão dos 33,24% para que os salários do magistério paulista sejam equiparados ao Piso Salarial Nacional. A subsede da Apeoesp em Piracicaba prepara uma caravana de professores para participarem da assembleia estadual.


Para a deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta da Apeoesp, a chamada nova carreira, na realidade, é o desmonte da nossa carreira. “Porque perderemos quinquênios, sexta-parte e outros direitos, além de qualquer melhoria salarial dependerá de aprovação nas chamadas provinhas de avaliação. Também passaremos a trabalhar mais 14 horas semanais dentro das escolas, sem aumento salarial correspondente", explica.



Bebel recomenda aos professores que não façam a adesão à chamada nova carreira, uma vez que o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa, que teve seu voto contrário, estabelece um prazo de até dois anos para a adesão. Este apelo, a Professora Bebel fez na última terça-feira (5), em visita às EE Moraes Barros e à EE José Falcone, quando dialogou com professores das duas escolas.


A parlamentar também enfatiza que o subsidio inicial de R$ 5 mil, promovido para quem aderir à nova carreira, será corroído pelo aumento dos descontos, com o professor, na prática, recebendo pouco mais de R$ 3.700,00, além do que o tempo de serviço e experiência não serão fatores evolutivos e os professores levarão 28 anos para chegar à 11ª referência, no total de 15, fazendo provinhas e avaliações subjetivas.


Por outro lado, Bebel explica que os professores temporários (categoria O) serão enquadrados compulsoriamente na referência 1 quando da renovação de seus contratos e ficarão estagnados, sem evolução e sem carreira, recebendo no máximo pouco mais de R$ 3.700,00 e trabalhando mais.


Sobre o reajuste salarial, a presidenta da Apeoesp reforça que os 10% cocedidos ao magistério não é nenhuma dádiva, “porque há anos que lutamos pela recuperação das nossas perdas. Portanto, esse reajuste é nosso por direito e em isonomia com os demais servidores estaduais e não abrimos mão do reajuste salarial de 33,24% para todos os professores”, conclui, convidando a todo magistério a aderir a este dia de luta e de paralisação das atividades nas escolas estaduais.


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