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Professora Bebel foi a única deputada de Piracicaba (SP) a lutar contra a privatização da Sabesp


A deputada Professora Bebel com professores que também estiveram na Alesp, protestando contra a privatização - Foto: Divulgação

A deputada estadual piracicabana Professora Bebel (PT) foi a única parlamentar com domicílio eleitoral na cidade a lutar contra a privatização da Sabesp, aprovada na noite desta última quarta-feira, 06 de outubro, pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, com 62 votos favoráveis e um contrário. Os deputados Alex Madureira (PL) e Helinho Zanatta (PSDB), ambos com domicílio eleitoral em Piracicaba votaram favoráveis à privatização.


A oposição ao governador do Estado de São Paulo, como explica a deputada estadual Professora Bebel, que também é segunda presidenta da Apeoesp, decidiu não participar da votação, em protesto à violência praticada pela Polícia Militar contra manifestantes que ocupavam a galeria da Alesp - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Polícia Militar e protestavam contra a privatização da Sabesp, empresa pública do Estado de São Paulo, responsável pelo abastecimento de água 375 municípios paulistas, entre eles Charqueada (SP) e Águas de São Pedro (SP), na RMP - Região Metropolitiana de Piracicaba.



A deputada Professora Bebel que, durante todo os três dias de debates do projeto de lei 1501/2023, fez duras críticas à propositura disse que “o governador Tarcísio de Freitas e sua base aliada na Alesp consumaram um crime contra a população de São Paulo, sobretudo as parcelas mais pobres, que mais necessitam de abastecimento de água e de saneamento básico no Estado de São Paulo. Um dia vergonhoso para a Assembleia Legislativa de São Paulo”.


A deputada piracicabana também escreveu nas suas redes sociais: “para consumar esse crime, utilizaram a Polícia Militar para expulsar com violência as pessoas que se encontravam na galeria e poderem, assim, deliberar na calada da noite a privatização da Sabesp, sem testemunhas e sem a presença das bancadas de oposição. Não compactuamos com esses procedimentos. Repito: nossa luta não acabou contra a privatização da Sabesp e contra o aumento de tarifas, a piora dos serviços e o abandono da população à própria sorte, sobretudo nas pequenas cidades, que não será atendida em suas necessidades básicas por empresa que só visa lucro e não a qualidade de vida dos paulistas. É um projeto inconstitucional e, por isso, vamos à justiça e nos mobilizaremos em todos os espaços e com todos os meios ao nosso alcance. Não posso deixar de repudiar ainda a manifestação cínica do governo estadual sobre os acontecimentos, pretendendo inverter as responsabilidades pelas cenas lamentáveis ocorridas na Assembleia Legislativa de São Paulo”.


PMs atacaram com cassetetes e muita violência manifestantes que acompanhavam a sessão na Alesp - Foto: Divulgação

Ao se posicionar contrária à privatização da Sabesp, a deputada Professora Bebel destacou que a empresa é um patrimônio de São Paulo e lucrativa e que garante o abastecimento de água de qualidade para cerca de 30 milhões paulistanos e paulistanas diariamente e em mais de 300 municípios atingiu 100% do atendimento de água e tratamento de esgoto. “Para agradar seus parceiros do mercado financeiro, Tarcísio de Freitas vai na contramão de uma tendência mundial. Cidades como Atlanta e Indianápolis (EUA), Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina), Budapeste (Hungria), Joanesburgo (África do Sul), La Paz (Bolívia), e Paris (França), que após amargar com tarifas abusivas e péssimo serviço, estão reestatizando o saneamento”, falou da tribuna da Assembleia Legislativa.


Bebel também destacou que a Sabesp é uma empresa lucrativa. “Em 2022, a Sabesp apresentou uma receita líquida de R$ R$ 3.121,3 bilhões, 35,4% superior ao ano de 2021. Quando olhamos para a receita operacional, a Sabesp acumulou R$ 22.055,80 bilhões, uma alta de 13,2% em relação ao ano de 2021. Esses indicadores mostram os motivos que determinam nossa luta em defesa de uma Sabesp pública. No Brasil, já comprovamos que a privatização do saneamento não é garantia de melhoria de qualidade dos serviços e de acessibilidade para a população, como demonstram os casos de Itu (SP), Manaus (AM), Ouro Preto (MG), o estado de Tocantins e as cidades fluminenses do Rio Claro, Rio das Ostras e Vassouras, recentemente privatizadas”, enfatizou a parlamentar.


Nas discussões, os opositores à privatização também ressaltaram que a Sabesp é a maior empresa de saneamento das Américas e a terceira maior empresa no mundo, atendendo cerca de 30 milhões de pessoas, em pelo menos 375 municípios do estado de São Paulo. Foi ressaltando que a Sabesp atua com uma das menores tarifas do país e pratica o sistema de subsídio cruzado em que a receita nas maiores cidades possibilita investimentos nos pequenos e médios municípios e nas comunidades isoladas ou de baixa renda. Ou seja, ela tem uma atuação fundamental para as populações mais vulneráveis, mas estes argumentos não foram suficientes para impedir a aprovação do projeto de lei do governador Tarcísio de Freitas.


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