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Paradas pro Sucesso: vídeo de campanha antitabagista alerta sobre os males do narguilé


O cantor Rafael Lopes participa de vídeo da campanha - Imagem: Maycon Sacchi

O vídeo desta semana da campanha Paradas pro Sucesso, gravado pelo cantor Rafael Lopes, alerta sobre os males do uso do narguilé e, segundo ele, a informação de que “a maioria das pessoas desconhece os malefícios” desta prática. Na opinião do cantor, a campanha “é incrível porque juntos podemos contribuir para que as pessoas tenham mais saúde”.


No vídeo, Rafael interpreta trecho da música Paciência, composta por Dudu Falcão e Lenine, com o objetivo de levar uma mensagem de tranquilidade para as pessoas. “Esta música me traz calma; a ideia foi levar um pouco disso para as pessoas, pois nos tempos atuais é tudo tão corrido e [espero] que todos possam se acalmar e cuidar da saúde que é muito importante. O trecho que eu cantei fala de cura, o que pode ser assosciado à cura do tabagismo”, explica o cantor.

De aparência inofensiva, o narguilé, também conhecido como cachimbo árabe ou cachimbo de água, causa dependência tanto quanto o cigarro. Entre os males provocados pelo tabaco estão as doenças cardíacas, do sangue, como pressão alta ou trombose, impotência sexual, câncer de pulmão, esôfago, laringe, boca, intestino, bexiga ou rins.


“Além dos riscos para a saúde devido ao tabaco, o narguilé pode também também provocar doenças infectocontagiosas, como herpes, hepatite C e tuberculose, por causa do compartilhamento do bucal”, explica a cardiologista Juliana Previtalli. A médica destaca também os riscos para o chamado fumante passivo: “A fumaça do narguilé fica no ambiente por muitas horas por causa da quantidade, o que pode atingir a saúde dos não-fumantes e é muito prejudicial, principalmente, às gestantes, bebês e crianças”.


Segundo o site do médico Drauzio Varella, “a sessão típica de narguilé dura uma hora, na qual o fumante dá cem tragadas, em média. A quantidade de nicotina fumada é equivalente à de dois cigarros por dia, durante quatro dias. O fumante fica exposto a concentrações de monóxido de carbono 35 vezes mais altas do que as de um cigarro. É liberada, no ambiente, a quantidade de monóxido correspondente à de dez pessoas fumando cigarro, ao mesmo tempo”.


O aroma agradável estimula o consumo. O quadro de adesão ao uso do narguilé no Brasil é assustador, conforme se constata no site G1, que traz uma pesquisa de 2019 do IBGE na qual o número de usuários do produto no país ultrapassa dois milhões e meio de usuários e indica que houve aumento do número de tabacarias: “Só na cidade de São Paulo, em 2020, mesmo com a pandemia, foram abertas mais de 1.600 tabacarias. De abril a junho, deste ano, 65% das baladas fechadas pela Polícia Civil da capital paulista eram em tabacarias, onde o narguilé era a principal atração”.


Funcionamento do narguilé

Ainda segundo o site G1, o narguilé funciona da seguinte forma: “em cima, na fornilha, vai o carvão que queima o tabaco que fica embaixo dele. A queima do tabaco produz uma borra que tem alcatrão. Só que o tabaco – ou fumo – contém nicotina, principal substância ligada à dependência. Depois da tragada, a fumaça desce para o reservatório de água. A água esfria a fumaça que sobe pela mangueira até a boca. Ao inalar a fumaça, o usuário entra em contato com o alcatrão, a nicotina e monóxido de carbono”. Ou seja, ao tragar todas as toxinas vão direto para os pulmões e aumentam os riscos para a saúde.

Acesso:

Youtube - https://www.youtube.com/watch?v=kZc4Pk34bCM

Facebook - https://www.facebook.com/paradasprosucesso/

Instagram - https://www.instagram.com/julianabarbosaprevitalli/


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