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Pais e filhos: menos telas e mais brincadeiras fortalecem vínculos e gera aprendizado nas crianças


Parentalidade lúdica deixa crianças mais seguras e aumenta a confiança e os laços familiares - Foto: Marcelo Martins

As interações e os momentos lúdicos entre pais, mães, cuidadores e as crianças geram impactos duradouros e positivos na vida, pois durante a primeira infância, o brincar é uma das principais linguagens utilizadas pelos pequenos, além de ser uma forma de desenvolvimento cognitivo, emocional, social e motor. Quando a figura materna ou paterna é envolvida na brincadeira, seja com um olhar, uma palavra ou interação, os vínculos familiares se estreitam.


Outra forma de chamarmos esses momentos entre pais e filhos é a parentalidade lúdica, que, quando há a presença das famílias, as crianças se sentem seguras e enxergam figuras carinhosas e protetoras, nas quais podem confiar. Essa confiança pode evitar diversos episódios até mesmo de violência. “Quando a criança confia nos pais ou em seus cuidadores, uma porta se abre, e a partir deste momento, ela pode contar sobre o que está acontecendo, principalmente, se está sofrendo alguma violência. O afeto e o cuidado devem fazer parte do dia a dia das famílias com as crianças, e isso pode ser proporcionado em larga escala nas brincadeiras com os pequenos”, destaca Maurício Cunha, diretor de país do ChildFund Brasil.



Televisão

Em março, o ChildFund Brasil publicou a Pesquisa Nacional da Situação de Violência Doméstica contra Crianças no Ambiente Doméstico, na qual foi perguntado aos familiares com que frequência os adultos da casa realizam atividades com as crianças. Os resultados mostram uma frequência baixa, sendo que a atividade mais compartilhada entre eles é assistir a vídeos ou à televisão, em que 66,7% responderam que realizam sempre. Dos entrevistados, 57,6% também disseram sempre escutar e cantar músicas junto às crianças. Contudo, quando se trata de brincar e jogar, levar para passear em praça ou parques, ou até ler livros e histórias, a proporção de adultos que realizam essas atividades sempre não ultrapassa 40,4%. Esses dados mostram que a importância da conscientização do brincar junto, deve ser muito maior, pois esses momentos são quase inexistentes.


Para fortalecer esses vínculos, o ChildFund Brasil, em parceria com a The LEGO Foundation, realizou o projeto “Brinca e Aprende Comigo”, que buscou promover intervenções positivas em comunidades e no ambiente familiar, por meio do desenvolvimento de ações de conscientização sobre parentalidade lúdica e aprendizagem socioemocional na primeira infância, transformando atitudes e comportamentos, especialmente por meio do brincar. O projeto foi realizado em 37 municípios por meio de 12 organizações sociais parceiras do ChildFund Brasil e já foi colocado em prática em seis países (Brasil, Etiópia, Guatemala, Honduras, México e Uganda), impactando 12,5 mil crianças de zero a oito anos e mais de 6.200 mães, pais e outros cuidadores no Brasil. O site do projeto disponibiliza materiais lúdicos e brincadeiras. Clique aqui para baixar.


Na primeira infância, o brincar é uma das principais linguagens utilizadas pelos pequenos - Foto: Marcelo Martins

Enfrentamento de crime

Por meio de estratégias de advocacy, o ChildFund Brasil tem contribuído para com medidas que podem aumentar a prevenção de violência contra crianças. Em agosto, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2861/2023, que pode instituir a parentalidade positiva e o direito ao brincar como estratégias prioritárias para prevenção da violência contra crianças. A redação do texto foi inspirada no Projeto Brinca e Aprende Comigo.


A Pesquisa Nacional da Situação de Violência Contra Crianças no Ambiente Doméstico indica que mais de 90% dos casos de violações ocorrem dentro de casa, sendo 72,7% onde moram a vítima e o acusado da agressão.


Outro dado alarmante é da Safernet, que destaca que, só em 2022, houve 111.929 denúncias de crimes envolvendo fotos e vídeos de violência sexual na internet, contra crianças no Brasil. O número representa um aumento de 9,91% em relação ao ano anterior. Para evitar crimes, há a necessidade de aumentar o contato pessoal com as crianças, fazendo com que elas tenham menos contato com as telas, o que é possível por meio da parentalidade lúdica e das brincadeiras. Para orientar crianças adolescentes, familiares e toda a sociedade, o ChildFund Brasil elaborou uma cartilha, com orientações que contribuem na prevenção do abuso e à exploração sexual on-line de crianças e adolescentes. Você pode baixar os materiais aqui.


Sobre o ChildFund Brasil

O ChildFund Brasil é uma organização que atua na promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, para que tenham seus direitos respeitados e alcancem o seu potencial. Atualmente, está presente em sete estados brasileiros (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e São Paulo). Para realizar esse trabalho que impacta positivamente na vida de mais de 155 mil pessoas, entre elas cerca de 85 mil crianças e adolescentes, a organização conta com a doação de pessoas físicas, por meio do programa de apadrinhamento de crianças e também de doações de empresas, institutos e fundações que apoiam os projetos desenvolvidos.


A fundação do ChildFund Brasil foi em 1966, e sua sede nacional se localiza em Belo Horizonte (MG). A organização faz parte de uma rede internacional associada ao ChildFund International, presente em 24 países e que gera impacto positivo na vida de 16,2 milhões de crianças e suas famílias. A organização foi eleita a melhor ONG de assistência social em 2022, e a melhor para Crianças e Adolescentes do país, por três anos (2018, 2019 e 2021), além de estar presente, também, entre as 100 melhores por seis anos consecutivos pelo Prêmio Melhores ONGs. www.childfundbrasil.org.br.



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