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Outubro Rosa: mulheres devem manter o autocuidado para identificar alterações nas mamas


Segundo a coordenadora do Serviço de Mastologia da Rede Mater Dei, Anna Salvador, o câncer de mama é o que mais acomete a mulher brasileira - Foto: Divulgação

O câncer de mama é causado por diversos fatores: ambientais, comportamentais, histórico, hormonal e reprodutivo da mulher, bem como genética e a hereditariedade. Neste mês do Outubro Rosa, a Rede Mater Dei de Saúde convida todas as mulheres a refletirem sobre seu autocuidado: como estão os exames ginecológicos e de mamas? Estão atarefadas em demasia e, por isso, abandonaram a rotina de cuidados com a prevenção? Se você está nessa situação, saiba que não está sozinha – muitas mulheres vivenciam o mesmo. Mas, nem por isso, deve-se relaxar. Pelo contrário: é hora de se organizar e se priorizar, uma vez que a prevenção ainda é o melhor tratamento para evitar o câncer de mama.



De acordo com a coordenadora do Serviço de Mastologia da Rede Mater Dei, Anna Salvador, “o câncer de mama é o que mais acomete a mulher brasileira, sendo que alguns deles são detectados em estágios mais avançados, e, por isso, é muito importante que a mulher invista em seu autocuidado e aprenda a identificar alterações em suas mamas, como nódulos, assimetrias, retrações e mudança de cor na pele”.


“Mantemos há mais de uma década uma campanha especial focada no câncer de mama para as mulheres e no de próstata para homens, já que juntamente com o câncer de pele são as neoplasias que mais atingem as brasileiras e brasileiros. E neste Outubro Rosa não podemos deixar de alertar todas as mulheres – jovens adultas, de meia idade e mais velhas – a olharem para suas mamas com amor e atenção”, diz a médica.


Dados do Instituto Nacional do Câncer, o Inca, indicam que para o ano de 2023 são estimados 73.610 novos casos de câncer de mama em todo o Brasil. Segundo o próprio Inca, cerca de 30% dos casos podem ser evitados apenas adotando hábitos saudáveis, um deles a atividade física. Mas uma pesquisa da Vigitel, divulgada pelo Ministério da Saúde em 2019, aponta que apenas 32,4% da população feminina do país é fisicamente ativa. Esse é um dado de alerta que indica a importância de esclarecer e conscientizá-las sobre os benefícios específicos que a atividade física traz para sua saúde e como esses benefícios podem melhorar as necessidades do corpo feminino.


“A mulher do século 21 é ainda mais multitarefa, com compromissos profissionais, da casa e aquelas que têm filhos ainda se desdobram em outros afazeres. Conciliar tudo isso a uma rotina de atividades físicas, alimentação equilibrada, vida social não é fácil. Por isso, é fundamental que a mulher se conscientize da importância de ter um tempo para si, para cuidar de sua saúde e olhar para seu corpo”, acrescenta a ginecologista, enfatizando que exames preventivos devem ser realizados ao menos uma vez a cada 12 meses.


Com foco na prevenção do câncer de mama e para tratar os casos em que a doença surgiu, a Rede Mater Dei de Saúde criou, em 1986, o Serviço de Mastologia, especialidade da medicina responsável pelo estudo das glândulas mamárias, ou seja, que cuida da prevenção, diagnóstico e tratamento das patologias da mama.


Ligado ao Hospital Integrado do Câncer, em Belo Horizonte (MG), o serviço está inserido em uma estrutura hospitalar multidisciplinar e de multiespecialidades, reunindo em um só lugar equipes de mastologia, hematologia, medicina diagnóstica, oncologia, radioterapia, entre outras, que focam no cuidado relacionados às mamas.


Para isso, a Rede investiu no que existe de mais avançado para a detecção do câncer de mama: a mamografia digital DR de última geração. O aparelho conta com a opção da tomossíntese, um exame que permite acrescentar à mamografia habitual uma série de imagens 3D, em múltiplos ângulos, colaborando para um diagnóstico mais preciso e seguro.


“O exame, em três dimensões, aumenta em até 25% a possibilidade de detecção do tumor no estágio inicial. Concomitantemente à mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética são exames complementares ao diagnóstico de doenças das mamas. Por esses métodos, as biópsias dirigidas também podem ser realizadas levando ao diagnóstico e orientando tratamentos, afirma o mastologista e presidente da Rede Mater Dei, Henrique Salvador.


Sintomas

Toda mulher deve observar sua mama. Isso pode ser feito em casa, durante o banho, por exemplo. De acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde de Mama (Femama), uma associação sem fins econômicos criada para ampliar o acesso ágil e adequado ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de mama para todas as brasileiras, os sintomas do câncer de mama podem variar de acordo com a paciente, mas alguns sinais merecem atenção especial:


Inchaço ou vermelhidão de toda ou parte de uma mama — mesmo que não se sinta um nódulo; Nódulo único endurecido; Irritação ou abaulamento de uma parte da mama; Dor na mama ou no mamilo; Inversão do mamilo; Espessamento ou retração da pele ou do mamilo; Secreção sanguinolenta ou serosa sendo expelida pelos mamilos; Linfonodos aumentados. “É imprescindível que toda a população feminina seja informada e conscientizada sobre a prevenção do câncer de mama com a realização da mamografia a partir dos 40 anos de idade, o autoexame frequente das mamas e a efetividade do diagnóstico precoce”, acrescenta a médica Anna Salvador.

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