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Movimento sindical de Piracicaba (SP) discute a reestruturação da Gerência do Trabalho na cidade


O novo superintendente estadual do Ministério do Trabalho esteve em Piracicaba, para se apesentar e ouvir demandas do movimento sindical - Imagem: Divulgação

Lideranças do movimento sindical de Piracicaba (SP) e região participaram, na terça-feira (8), de encontro com o novo superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, Marcos Melo, quando discutiram medidas visando a reestruturação da Gerência do Ministério do Trabalho na cidade para o fortalecimento de ações voltadas a garantir tanto o respeito aos direitos dos trabalhadores como combater ambientes inseguros de trabalho.


O encontro aconteceu na nova sede da Gerência do Ministério do Trabalho, localizada na rua Santo Estevão, 76, na Vila Rezende - em Piracicaba (SP), e contou com as participações ainda da gerente do Ministério do Trabalho em Piracicaba, Gabriela Mendonça Albuquerque; do chefe da fiscalização da Gerência local, Rodrigo Iquegame, e do superintendente adjunto estadual do MTE, Antonio Fojo, quando foi acertado também a criação de um canal de diálogo com o movimento sindical de Piracicaba e região.



A reestruturação passa pela nomeação de novos auditores fiscais, uma vez que a Gerência do Ministério do Trabalho de Piracicaba conta com apenas 12 auditores para atender um total de 15 municípios, incluindo Piracicaba, sendo apenas cinco em atuação. De acordo com o superintendente estadual, que acaba de assumir o cargo a convite do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, é necessária uma pressão para que o Estado de São Paulo receba pelo menos 300 dos 1800 novos auditores a serem contratados em concurso que está sendo aberto pelo governo federal para atenderem 44 gerências no Estado. Além de auditores, também foi apontada a necessidade da contratação de agentes administrativos, que também terá concurso público.


O presidente do Instituto Intersindical (antigo Conespi), Wagner da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, disse que o fortalecimento do Ministério do Trabalho e a boa relação são fundamentais para ajudar a garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. “Queremos um Ministério do Trabalho forte e atuante e precisamos entender as necessidades para que possamos trabalhar em conjunto. Vamos dar total apoio para que esse trabalho seja fortalecido”, disse.


Com o novo governo federal, do presidente Lula, o superintendente disse que “mudou o ânimo” no Ministério do Trabalho, que foi sucateado nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. “A reestruturação do que tínhamos, certamente, levará pelo menos 10 anos”, disse o novo superintendente, que se declarou otimista para um novo momento do Ministério do Trabalho.


O vice-presidente do Instituto Intersindical, José Antonio Fernandes Paiva, reforçou a necessidade de uma ação política para ajudar a conquistar dentro do governo Lula o fortalecimento do Ministério do Trabalho. “Temos que garantir que no orçamento da União do próximo ano seja assegurado mais recursos para o Ministério”, defendeu, assim, como falou da importância de buscar apoio político para ajudar a garantir um número expressivo de novos auditores e agentes administrativos para o Estado de São Paulo e especificamente para a Gerência Regional de Piracicaba.


O secretário do Instituto Intersindical, Francisco Pinto Filho, o Chico, defendeu, durante o encontro, a reativação do Conselho Sindical junto ao Ministério do Trabalho, para a discussão de políticas e ações junto ao Ministério. De acordo com o superintendente estadual, por determinação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, está sendo criado um Conselho Sindical, que será tripartite, envolvendo o governo, os trabalhadores e os empresários, para que as novas relações trabalhistas aconteçam de forma consensual, e assim que for oficializado, através de Estado, fará as nomeações.


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