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Motivos psicológicos podem influenciar no uso displicente de máscara

Informações confiáveis sobre a importância do uso correto da máscara é o que não falta hoje em dia. Em tempos de pandemia de Covid-19, os meios profissionais de comunicação têm empreendido um forte trabalho no sentido de informar, alertar e munir as pessoas com argumentos científicos, baseados em pesquisas, para que todos possam entender a importância do uso deste equipamento de proteção nas situações sociais. O que levaria, então, uma pessoa a se recusar a usar a máscara ou a usar de forma displicente, mesmo quando não há algum real impeditivo de saúde para seu uso?


Usar máscara de forma displicente demonstra falta de empatia com os demais - Imagem: Divulgação

Gregor Osipoff, psicanalista pós-graduado em Neurociências e consultor da Máscara Delivery Original, tece algumas considerações a respeito deste comportamento antissocial. “Primeiramente, precisamos levar em conta que existem pessoas que, infelizmente, se deixam influenciar por fake news e não sabem diferenciar os conteúdos dos meios profissionais de comunicação, que exercem o jornalismo profissional e apuram as informações, daqueles que intencionalmente propagam notícias falsas, sem qualquer apuração ou fundamento científico, baseadas no achismo, em pseudociência ou ainda em possíveis interesses políticos”, pondera o psicanalista.


Isso posto, e considerando que a pessoa que se recusa a usar a máscara ou a usa de forma displicente tenha acesso e saiba diferenciar informações, há de se considerar que essa pessoa não demonstra empatia com os demais seres humanos, apresentando problemas em seguir essa regra de comportamento social e ético”, afirma o psicanalista.


Nos Estados Unidos, o presidente eleito Joe Biden literalmente implorou às pessoas para que usem a máscara a fim de conter a pandemia no país. No Brasil, autoridades científicas como Jorge Luiz Araújo Filho (Dr. Biossegurança) se esforçam para levar à população informações relevantes, como dicas para o uso correto da máscara e os níveis de proteção oferecidos pelas máscaras, como as cirúrgicas de tripla proteção com filtro meltblown, com relação às comuns, na proteção contra o novo coronavírus e em conforto respiratório.


Segundo Gregor Osipoff, entre os pacientes que ele atende, a noção de liberdade individual versus bem-estar coletivo é uma questão relevante e recorrente em meio à pandemia. “A liberdade individual não pode impactar no coletivo, e isso é apreendido logo no começo da infância. Às crianças, quando estas apresentam doenças contagiosas, se recomenda que fiquem em casa até a recuperação completa, para que não contaminem os colegas e professores. Os contaminados têm a obrigação e o dever de se preservarem e também aos seus parentes, amigos e à sociedade como um todo. A pandemia traz à luz o processo civilizatório de cada povo. No Brasil, pode-se ter uma ideia do grau de comprometimento da sociedade e de quanto estamos preocupados com o próximo ao observarmos os comportamentos que adotamos em meio à pandemia”, observa o psicanalista.


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