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Moda inclusiva: peças exclusivas para pessoas com nanismo revolucionam relação com as roupas


Josi Zurdo criou a marca Via Voice For Fashion, exclusiva para pessoas com nanismo - Imagem: Divulgação

Transformar um problema pessoal em oportunidade de negócio com impacto social. Essa foi a proposta de Josi Zurdo, 35 anos, ao criar a Via Voice For Fashion, uma marca de roupas, pensadas e produzidas exclusivamente para pessoas com acondroplasia, a forma mais comum de nanismo. Mesmo não sendo portadora da doença, a baixa estatura da empreendedora sempre foi um desafio social. Medindo 1m49 de altura e trabalhando no mundo corporativo, na área de Recursos Humanos, Josi sentia na pele a dificuldade de encontrar peças adequadas ao seu tamanho. “Absolutamente todas as minhas roupas tinham de ser ajustadas. Dessa forma, meu custo era sempre mais alto, porque era preciso arcar com o valor da compra somado ao da reforma, o que encarecia muito as peças”, relata.



Ao longo da sua trajetória profissional antes da moda, ela teve a oportunidade de conhecer pessoas com nanismo. Foi através da troca de experiências com a comunidade que ela percebeu uma oportunidade de negócio que poderia ser uma solução para a vida desses indivíduos. "Entendi que aquela dificuldade não era só minha ou de quem tem baixa estatura. Havia realmente um gap, uma lacuna que precisava ser preenchida”, lembra. A partir disso, em parceria com movimentos de apoio a pessoas com nanismo, a agora diretora criativa da marca conseguiu desenvolver um estudo e definir uma tabela de medidas exclusiva para esse público.

Com objetivo de dar visibilidade à acondroplasia através da moda, a Via Voice For Fashion já promove desfiles da marca protagonizados por pessoas com nanismo. O último evento aconteceu em 19 de novembro, na Biblioteca do Parque Villa Lobos, em São Paulo. Na ocasião, a nova coleção assinada pela estilista Ana Paula Bernardino foi apresentada ao público.


“Nossa missão como marca é entregar design e inovação em peças pensadas para elas, de forma a melhorar a experiência e a relação dessa população com a moda. A diversidade de corpos tem que estar representada em todas as esferas para criar uma relação de identificação e pertencimento”, vislumbra Josi Zurdo.


A acondroplasia é uma doença rara, genética e que além da baixa estatura, acarreta diversos outros problemas de saúde ao portador que impactam na sua qualidade de vida. Entre as principais queixas dessas pessoas estão: a redução de funcionalidade no dia a dia causada pela constante dor em repouso e ao caminhar, dificuldade de mobilidade e para alcançar objetos, rápida perda de energia, fadiga, dificuldade de ficar em pé por longos períodos, ansiedade e depressão. “Proporcionar uma solução para pelo menos um dos desafios das pessoas com acondroplasia, é muito significativo para que elas possam ser empoderadas”, enfatiza Josi Zurdo.

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