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Live da Prefeitura de Piracicaba debate mazelas da escravidão, na quinta-feira (13)


Evento ocorre nesta quinta-feira (13), a partir das 15h - Imagem: Prefeitura/CCS

A partir da iniciativa da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), a Prefeitura de Piracicaba realiza a live Diálogos Culturais: memória e resistência, para dialogar sobre os impactos da escravidão na sociedade. O evento ocorre na página oficial da Prefeitura de Piracicaba no Facebook (@prefeituradepiracicaba), nesta quinta-feira (13), a partir das 15h.


A conversa, que terá como anfitrião Adolpho Queiroz, secretário municipal da Ação Cultural, contará com as presenças de Madalena Gordiano, diarista resgatada após 38 anos de situação análoga à escravidão, de Sidney Aguilar, professor pós-doutor em História da Educação, e de Eliana Teixeira, jornalista pós-graduada em Gestão de Pessoas. Elisete Santos mediará o evento, cuja coordenação é de Gilson Sabadin e Airan Prada.



Eliana Teixeira, jornalista pós-graduada em Gestão de Pessoas - Imagem: Divulgação

Na pauta, relatos empíricos e conclusões acadêmicas sobre situações de pessoas mantidas em regime análogo à escravidão no Brasil, mesmo ela tendo sido oficialmente abolida há 133 anos, em 1888.


Sidney Aguilar, professor pós-doutor em História da Educação - Imagem: Divulgação

ANALOGIA À ESCRAVIDÃO

Madalena Gordiano foi mantida em situação análoga à escravidão por 38 anos no estado de Minas Gerais, segundo o MPT (Ministério Público do Trabalho). O resgate dela, realizado pelo MPT e pela Polícia Federal, ocorreu em 2020, após denúncias de vizinhos da diarista. Ela trabalhou em casas da família Milagres Riqueira: primeiro, para a matriarca, Maria das Graças; posteriormente, para seu filho, Dalton César. De acordo com o MPT, além de receber valor mensal menor que um salário mínimo, Gordiano dormia em um quarto com menos de 3 metros de comprimento por 2 de largura, abafado e sem ventilação.


ESCRAVIDÃO HISTÓRICA

A tese de doutorado de Sidney Aguilar, sobre educação e eugenia, envolveu uma investigação histórica sobre 50 garotos escravizados em uma fazenda em Campina do Monte Alegre (SP). Os fatos relatados pelo professor deram-se em 1930 e inspiraram a realização de um documentário, “O Menino 23”, da produtora Giros, que integrou a seleção oficial da long list de melhor documentário no Oscar 2017. Na área rural, os meninos escravizados eram identificados por números e exerciam diversas atividades no campo, sem remuneração alguma. O título é alusivo a Aloízio Silva, “nomeado”, à época, como 23, e cujo depoimento é exibido no audiovisual.


Madalena Gordiano foi mantida em situação análoga à escravidão por 38 anos - Imagem: Felipe dos Santos

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA

Para o secretário da Ação Cultural, Adolpho Queiroz, “o objetivo da live é traçar um paralelo entre passado e presente e preservar a memória dos fatos, mesmo que dolorosos. Isso faz com que não sejam esquecidos e, principalmente, que sejam combatidos”.


SERVIÇO

Live Diálogos Culturais: memória e resistência: nesta quinta-feira (13), às 15h, na Página Prefeitura de Piracicaba (@prefeituradepiracicaba), no Facebook. Realização: Prefeitura de Piracicaba, por meio da secretaria municipal da Ação Cultural.


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