• Eliana Teixeira

Linkado com: Elson de Belém na diversidade artística no Lugar onde peixe para

Atualizado: 6 de fev.


Elson de Belém é o idealizado do Prêmio Pirarazzi de Cultura - Imagem Aristeu Victor

Em dezembro de 2009, Elson Ferreira Viana mudou-se do Belém do Pará para Piracicaba (SP), cidade escolhida para trabalhar e desenvolver seus projetos artísticos. Do Norte do País para o Sudeste, trouxe determinação, entusiasmo e muita criatividade, que resultaram em diversidade artística às margens do Lugar onde o peixe para. Conhecido pelo pseudônimo artístico Elson de Belém, atualmente aos 56 anos, o pai de Igor Viana, 29 anos, é o idealizador do projeto Pirarazzi - a Coluna é publicada às quartas-feiras pelo Jornal A Tribuna Piracicabana e o Programa Pirarazzi nas Ondas do Rádio – e o intérprete da personagem Fiofhó de Belém, que retorna em breve ao programa de rádio, TV e podcast pela Rádio Metropolitana de Piracicaba. Formado em Produção de eventos culturais, pedagogia, artes cênicas, comunicólogo com especialização em Rádio e TV, Elson de Belém é diretor teatral, roteirista, contador de histórias. Confira a entrevista:


Qual foi sua primeira atividade profissional e artística em Piracicaba?

Quando cheguei em Piracicaba, meu primeiro emprego registrado foi como porteiro do Jornal de Piracicaba. Permaneci por um mês e em seguida fui selecionado entre 50 candidatos para ser coordenador de polo da Universidade de Franca. Neste mesmo período, criei o projeto “Relacionalizando-se.com”, um ciclo de palestras motivacionais inspirada no poema “Quando me amei de verdade”, de autoria de Charles Chaplin. Eu fazia cover para ministrar as referidas palestras.


Quando surgiu e qual o objetivo do projeto Pirarazzi?

Tive a ideia ainda em Belém e pretendia concretizar na minha cidade. Em 2012, quando fui convidado para apresentar um programa de rádio a ideia veio à tona novamente e aproveitei o espaço do programa chamado “Cultsocial”, transmitido pela Rádio Pira, e iniciamos despretensiosamente, com um quadro de fofocas chamado “Nem te conto maninha”. O programa abordava a vida dos artistas nacionais, porém a proposta era a abordagem dos artistas locais, pois este sempre foi o objetivo: a valorização e fomentação da produção artística e cultural da região. A Pirarazzi se tornou um canal de comunicação artístico ou uma vitrine dos artistas, que objetiva a promoção da visibilidade artística. Em 2019, foi criado o Prêmio Pirarazzi de Cultura - PPCult, reconhecendo os artistas de Piracicaba. Em dezembro de 2021, foram entregues os troféus aos premiados na primeira edição 2019, em evento realizado no Teatro do Engenho.


A Fiofó de Belém é a sua personagem mais conhecida. Você diria que essa personagem se tornou sua marca registrada?

O personagem surgiu em 2002, numa companhia de atores. A criação é do escritor e dramaturgo paraense Harles Oliveira, eu fiz a concepção, características e dei vida no período que permaneci na companhia. O personagem ressurgiu em 2011, dentro do projeto criado por mim, chamado “Mulheres cantadeiras”, no então Programa Cultsocial. No mesmo ano, fui convidado a apresentar o “Mulheres cantadeiras” num evento sobre o Dia Internacional da Mulher, organizado pela Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), no Largo dos Pescadores, no qual a Fiofhó era a apresentadora. De lá para cá, o personagem se tornou presença marcante nos eventos da cidade, passando por várias mudanças de figurino, porém mantendo suas características, hábitos e costumes de mulher ribeirinha e nortista. O personagem entrou para uma agência em São Paulo, que vendeu seus shows para todo o Brasil, apresentou programas na TV Ativa, mantém um canal no YouTube. Também criou seu próprio programa, o “Showchá da Fiofhó”, exibido por dois anos pelo Portal Nova 15 e atualmente se prepara para voltar ao rádio, TV e podcast pela Rádio Metropolitana.


Como artista, qual sua avaliação de Piracicaba em relação às oportunidades culturais?

O artista é um profissional como outro qualquer, que precisa de mercado atuante para trabalhar e viver da sua arte para sobreviver. Partindo deste princípio, vejo que Piracicaba vem se igualando a outras cidades, no sentido de gerar oportunidades à produção local. Para isso, é necessário mais espaços públicos e facilidades de inserção nos editais e leis de incentivo. Observo que as atuais mudanças são necessárias para se pensar nas melhorias dos processos da produção cultural e do fazer artístico. Quero aproveitar e parabenizar Adolpho Queiroz, como atual secretário de Cultura, pela abertura que vem dando aos artistas, sem distinção partidária, no intuito de dialogar e viabilizar a concretização de projetos.


Início de ano é marcado, geralmente, por algumas “promessas”, desejos a serem realizados ao longo dos 12 meses. O que você deseja para 2022?

Meus desejos, que não são poucos, são os mesmos dos anos anteriores: oportunidades, apoios e espaços para produzir meus projetos. Desta forma, desejo o mesmo para os colegas, que insistam, não desistam. Precisamos ser persistentes e otimistas. A cada ano faço meu planejamento de projetos culturais que desejo concretizar, entre eles, está a continuidade dos trabalhos com a marca Pirarazzi, implantando melhorias e inovações através do jornal, rádio, TV e outros. Para este ano, tem a estreia do espetáculo “O defeito de família” que estou no elenco pela Cia Teia de teatro, continuidade dos eventos do Projeto Tarubá, que objetiva a apresentação e valorização da cultura paraense/amazônica. Tem a criação de um novo formato de palestras com o projeto “Acalanto – um pedacinho de mim”, que abordará sobre as mães que perderam seus filhos, entre outros projetos que ainda estão no forno.


SERVIÇO

Redes sociais: Instagram e Facebook - @pirarazzi; @elsondebelem; @fiofhofa; @ebproducoesartisticas. Site: pirarazzi.wixsite/revista. YouTube: canais Elson de Belém, Fiofhó de Belém e Pirarazzi. WhatsApp: (19) 99663-9903. E-mail: elsondebelemator@gmail.com e pirarazzi@gmail.com .



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