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Igualdade e equidade em empresas: é preciso entender conceitos para implementar, dizem especialistas


Kaká Rodrigues e Renata Torres são especialistas em inclusão - Imagem: Divulgação

Há uma movimentação cada vez maior das empresas na busca pela diversidade em suas equipes. É o que aponta a comparação feita pela Pesquisa Benchmarking: Panorama das Estratégias de Diversidade no Brasil 2022 e tendências para 2023, divulgada este ano, que mostrou que 81% das organizações entrevistadas alegaram destinar recursos para ações de diversidade e inclusão, em contraste a 67% das empresas que fizeram a mesma afirmação em 2020.

Este cenário promissor se torna menos animador durante a análise de um outro estudo, este de 2022 da consultoria Korn Ferry, apontando que somente 14% das empresas que investem em DE&I - Diversidade, Equidade e Inclusão veem resultados efetivos no dia a dia. “Promover a diversidade se tornou um compromisso social das organizações. No entanto, na pressa por essa busca, não há um projeto de ações, de conscientização e, o pior, não há um entendimento dos conceitos que são básicos e essenciais para se iniciar esse processo de inclusão de fato dentro das empresas”, explica Kaká Rodrigues, co-founder da Div.A Diversidade Agora e especialista em diversidade e inclusão.




Segundo Kaká, há dois conceitos comumente confundidos, tanto pelas organizações como pela sociedade como um todo. “Equidade e igualdade, embora muito associadas, são bem diferentes na prática, e entender essa distinção é fundamental para promover a diversidade e a inclusão no ambiente de trabalho”, comenta.

Também co-founder da Div.A Diversidade Agora e especialista em diversidade e inclusão, Renata Torres esclarece que o princípio da igualdade é que as pessoas recebam o mesmo tratamento. “A igualdade está ligada à ideia de garantir acesso às oportunidades para todas as pessoas, sem levar em consideração suas necessidades específicas. Já a equidade se refere a reconhecer que as pessoas partem de lugares diferentes, possuem necessidades diferentes e por isso precisam de recursos e ajustes em processos que levem em conta este desequilíbrio para que de fato tenham acesso às oportunidades”, define Renata.

De acordo com as especialistas, somente a partir do entendimento dos conceitos, e da abertura para uma mudança na cultura organizacional, as empresas estão aptas para aplicação de DE&I na prática. “A busca pela igualdade é o objetivo final, porém ainda estamos muito distantes tendo em vista a realidade de uma sociedade estruturalmente desigual”, comenta Kaká. Já Renata enfatiza que “a noção de equidade está relacionada a oferecer para as pessoas o que elas precisam, considerando suas necessidades específicas, para ter acesso às mesmas oportunidades, identificando os ajustes necessários em processos e criação de recursos para o atingimento da equidade”, conclui.

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