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Festival Afro Black Afrofuturismo acontece domingo (26), na Casa do Hip Hop de Piracicaba


DJ Puff - Imagem: Arquivo Pessoal

Como continuidade do projeto “Afro Black Afrofuturista”, que tem o apoio do Governo do Estado de São Paulo e do ProAC, acontece no domingo (26), o Festival Afro Black Afrofuturismo, na Casa do Hip Hop de Piracicaba (SP), das 14h às 20h. O projeto apresentou por meio de lives, debates sobre o continente africano para além da musicalidade, culinária e dança, pois abordou, também o empreendedorismo, a moda, a linguagem e a tecnologia, a partir de narrativas de estudantes e profissionais africanos provenientes de países como Angola, Benin, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, mas que hoje vivem no Brasil.


Agora, se prepara para o Festival Afro Black Afrofuturismo, presencial e gratuito na Casa do Hip Hop. Confira a programação: Feira com afroempreendedores de Piracicaba e região: Diva-Sy, MR Ped Salgadaria, Ale Ateliê, Neguita Boutique, JuHelo Bags, Paulico Gomes, Helena Moda Afro; Oficina de dança afro: com Guilherme Pereira e Marcinha da Vila Africa; Apresentação de 2 DJs: DJ Puff (Hip Hop - Black Music) e Dj Emilio (Kizomba, Kuduro, Afrohouse - Black Music).



Afro Black

Em 2015, surgiu, por meio das irmãs Sabrina Alessandra Rodrigues Semedo e Camila Fernanda Rodrigues, o projeto chamado Afro Black. O foco é divulgar a cultura africana e a sua musicalidade no município de Piracicaba e região, por meio de apresentações de DJs africanos de diferentes nacionalidades, residentes no Brasil. Durante as edições realizadas, foram apresentados diferentes gêneros musicais (Afro House, Afro Beat, Kuduro, Zouk e Kizomba) e também aconteceram desfiles para divulgar as vestimentas e acessórios africanos.


O projeto foi inspirado na Semana da África e Festa Africana, eventos que acontecem na cidade de São Carlos desde 2006, para celebrar o dia 25 de Maio (Dia da África), que é uma data comemorada mundialmente.


O Afro Black foi sucesso, em Piracicaba, e até o momento, 15 edições foram realizadas, sendo na maioria das vezes produzidas em colaboração com estudantes, empreendedores e profissionais africanos e afrodescendentes que vivem na cidade e no Estado de São Paulo.


Afrofuturismo

O Afrofuturismo é um termo criado pelo americano Mark Dery (autor do artigo "Black to the Future"), em 1993, nos Estados Unidos. Ele aborda temas da diáspora africana sobre o passado e futuro, por meio de sua ancestralidade e, também da perspectiva tecnocultural da África.


No entanto, é importante mencionar que os aspectos afrofuturistas já existiam muito antes do termo ser criado, como em expressões artísticas nos anos 60. Kodwo Eshun, escritor e cineasta, é outra voz importante nas contribuições iniciais sobre o tema, sendo o autor da primeira obra teórica inteiramente dedicada ao afrofuturismo (livro More brilliant than the sun). Para o autor, o afrofuturismo é uma forma de recuperar as histórias de contra-futuros criadas num século hostil à projeção afrodiaspórica.


No Brasil, o escritor Fábio Kabral, autor de “O Caçador Cibernético da Rua 13” (Malê, 2017), define o Afrofuturismo como o movimento que recria o passado, transforma o presente e projeta o futuro. Luciene (Lu Ain-Zaila), escritora afrofuturista/sankofista, no livro Sankofia (2018), coloca o encontro com a ancestralidade como chave para viver o presente e o futuro, como um dos fundamentos do Afrofuturismo.


O afrofuturismo é considerado arte, prática e metodologia que prega que pretos e pretas podem se ver no futuro, construir coisas sofisticadas e serem capazes de salvar e mudar o mundo.

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