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Encontro Nacional dos Papeleiros reforça a necessidade da luta conjunta dos trabalhadores


O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, entre Emerson Cavalheiro e Chico, dirigentes do Sintipel - Imagem: Divulgação

O Encontro Nacional de Lideranças Sindicais Papeleiras, evento realizado MPAPEL (Movimento Nacional dos Papeleiros e Papeleiras), nos dias 8 e 9 de março, em Brasília (DF), que contou com a participação do presidente do Sintipel, Emerson Cavalheiro, e do vice-presidente da entidade, Francisco Pinto Filho, o Chico, reforçou a necessidade de unidade e luta conjunta dos trabalhadores no debate de pautas e promoção de ações conjuntas das organizações sindicais ligadas, direta ou indiretamente, ao setor papeleiro.


O evento reuniu dirigentes de diversas partes do país e contou com a participação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, além de deputados federais e estaduais. “Sem dúvida, um excelente evento que reforça a nossa tese de que temos que unirmos as nossas forças para ampliarmos as nossas conquistas e garantirmos sempre ambientes seguros de trabalho”, destaca Emerson Cavalheiro.



No encontro, Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, fez um discurso firme em defesa da retomada dos direitos dos trabalhadores e da reconstrução das políticas públicas que foram desmontadas a partir de 2016, especialmente durante o governo Bolsonaro. O discurso de Marinho foi muito aplaudido pelos cerca de uma centena de dirigentes sindicais do setor papeleiro de praticamente todos os estados do país que integram o MPAPEL, organização de caráter político sindical que busca no diálogo com o governo federal e parlamento brasileiro uma forma de contribuir no debate nacional sobre relações de trabalho e representação sindical levando em conta as experiências do setor, e já estabelecendo que novos encontros acontecerão para dar sequência a esse trabalho de unidade.


O ministro defendeu que o fortalecimento das entidades sindicais passa pelo processo de unidade, justamente uma das bandeiras defendidas pelo MPAPEL, que marca o início de uma grande articulação para que os desafios da representação e ação sindical no setor papeleiro sejam enfrentados de forma unitária e em nível nacional. “Quanto mais amplo for o processo de unidade, melhor será o resultado da luta pela busca da construção nacional dos contratos coletivos de trabalho, já que grandes empresas do setor papeleiro estão instaladas em vários estados do país. Portanto, nacionalizar esse debate é o caminho na busca por uma melhor remuneração e uma melhor distribuição de renda”, disse Marinho.


O ministro também defendeu a importância da organização e unidade dos sindicatos no debate sobre a revisão de pontos da Reforma Trabalhista. “Quanto mais fortes forem os sindicatos, melhor será para a classe trabalhadora, para a economia e para a distribuição de renda. Sindicatos organizados e fortes podem influenciar através do diálogo com o congresso”, defende o ministro.


Marinho explicou que o governo vai montar um grupo tripartite (governo, parlamento e trabalhadores) para construir uma proposta de revisão da Reforma Trabalhista, e os sindicatos precisam ajudar no convencimento da classe trabalhadora sobre a importância do tema.


Apoio parlamentar

Além da presença de Luiz Marinho, o MPAPEL também contou com uma pesada participação parlamentar, com cinco deputados, federais e estaduais, compondo a mesa do segundo dia. O deputado federal Vicentinho (PT-SP) destacou em sua fala que o MPAPEL é um exemplo de mobilização que contará sempre com seu apoio no Congresso. “Estamos num momento novo da política no qual começamos a reconstruir o Brasil e a lutar pela reconquista de direitos trabalhistas que nos foram retirados. “Estamos à disposição dos papeleiros”, disse Vicentinho.


Já o deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP), integrante da frente parlamentar da indústria química, que reúne o setor papeleiro, destacou a importância de se defender políticas e ações que gerem empregos, como por exemplo a reforma tributária proposta pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad.


Três deputados estaduais de São Paulo, Márcio Nakashima (PDT), Luiz Fernando (PT) e Maurici (PT), também declararam em seus discursos total apoio aos papeleiros e colocaram seus mandatos à disposição dos trabalhadores do setor.


O debate da conjuntura e das necessidades do setor contou com representantes de sindicatos de outras categorias, como a dos ferroviários e portuários, cujos trabalhadores e trabalhadores estão ligados à cadeia produtiva do papel através da atividade de transporte.


Mulheres

Durante o encontro também foi anunciado pelo ministro Luiz Marinho a assinatura da Convenção 190 pelo presidente Lula, no último dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, reforçando o fato de que a pressão dos sindicatos no parlamento é um ingrediente essencial para que o Brasil ratifique esta e outras Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Não podemos mais conviver com situações de assédio no local e no mundo do trabalho. Lutar por equidade de gênero, é papel central dos Sindicatos que precisam investir na formação de lideranças jovens", enfatizou o ministro.


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