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Dermatologista alerta sobre a busca pelo bronze perfeito e o uso de bronzeadores sem proteção


As pessoas devem estar atentas a produtos com FPS igual ou acima de 30, e com proteção UVA - Imagem: Pixabay

No verão, é preciso redobrar os cuidados com a exposição ao sol. Nesta época do ano, aumenta a busca pelo bronze perfeito, mas o uso de bronzeadores sem proteção mínima de 30 FPS e proteção UVA, por exemplo, é um dos grandes riscos para a saúde da pele, alerta a dermatologista do Hospital Baía Sul - de Florianópolis, Angélica Seidel. De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de pele é o tumor mais frequente no País, com cerca de 180 mil novos casos ao ano.


“Ao usarem bronzeadores, as pessoas devem estar atentas a produtos com FPS igual ou acima de 30, e com proteção UVA. Abaixo disso, costumo recomendar aos pacientes que não se exponham ao sol. Outro ponto importante são as câmaras de bronzeamento artificial, que são inclusive proibidas pela Anvisa. Elas não devem ser utilizadas, porque emitem uma radiação parecida com a do sol, só que numa intensidade muito maior, então o seu uso frequente aumenta o risco de desenvolver o câncer de pele”, alerta a dermatologista.



O câncer de pele é classificado em três tipos principais, como o carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. O carcinoma tem como principal agente causador a exposição ao sol. Segundo a médica, em geral, o tratamento dos dois é feito com cirurgia e acompanhamento do paciente para observar o aparecimento de novas lesões. “O carcinoma basocelular dificilmente dá metástase, já o carcinoma espinocelular, dependendo da localização, profundidade e tempo de evolução, pode desenvolver para a metástase. Por isso, é preciso estar atento aos cuidados com a exposição ao sol e consultas frequentes com um dermatologista”, explica a Dra. Angélica.


Já o câncer melanoma é o mais agressivo, e dependendo do grau da profundidade, muda-se a forma de tratamento. Quando a lesão é mais superficial, o tratamento inclui cirurgia e acompanhamento clínico, e quando se trata de uma lesão mais profunda, é necessário uma avaliação de linfonodos e exames complementares para afastar a presença de metástase. “Se houver metástase, pode ser necessário quimioterapia e imunoterapia, além, é claro, do procedimento cirúrgico”, completa.


Além da exposição ao sol, o histórico familiar, tabagismo, alimentação não saudável e falta de atividade física, que já são fatores de risco para outras neoplasias, também influenciam como fator de risco para o câncer de pele.


Uso do protetor solar

Quando se fala sobre o uso do protetor solar, é importante que sejam utilizados produtos sempre acima de 30 FPS. Também é necessário reaplicar o produto a cada duas horas. Outro cuidado é evitar exposição ao sol em períodos mais intensos, como o horário entre 10h e 16h, e, ainda assim, fazer uso do protetor.


Uso do guarda-sol e guarda-chuva

Ao comprar um guarda-sol, é importante analisar se ele possui fator de proteção. “O guarda-sol com fator de proteção consegue funcionar como uma barreira física. Mas, claro, também é importante passar protetor solar, porque a areia da praia reflete a radiação”, observa a dermatologista. No dia a dia, os guarda-chuvas e as sombrinhas também funcionam como uma barreira física, mas da mesma forma, é importante usar o protetor solar porque a reflexão não barra totalmente a radiação.



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