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Deputada Bebel promoverá audiência pública para pressionar pela revisão do novo ensino médio


Imagem: Divulgação

A deputada estadual Professora Bebel (PT), que também é presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), promoverá audiência pública que debaterá mudanças no novo ensino médio, tendo como tema: “Por um ensino médio que atenda os interesses dos filhos e filhas da classe trabalhadora”. A audiência pública está marcada para o próximo dia 16 de março, na Alesp (Asssembleia Legislativa do Estado de São Paulo), e acontecerá a partir das 14h, no auditório Paulo Kobayashi, com a finalidade de fazer um debate amplo e transparente, envolvendo os profissionais da educação e também os estudantes, visando pressionar o Governo Federal e estadual a rever o atual modelo.


Esta audiência terá como debatedores a professora Maria Isabel Almeida, da USP (Universidade de São Paulo), e o professor João Palma Cardoso Filho, da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Nesta semana, na Alesp, a deputada Professora Bebel falou do novo "velho" ensino médio que foi implantado na gestão do então presidente da República Michel Temer, por meio da Medida Provisória 746/2016. “Essa reforma se mostrou ineficaz e está trazendo graves prejuízos no aprendizado dos alunos”, declarou.



Bebel adverte que a Apeoesp vem lutando desde que a MP 746/2016 foi editada, “figurando desde então em todas as nossas pautas. Em dezembro, aprovamos no Conselho de Representantes da Apeoesp um manifesto no qual esse foi um dos principais pontos. No dia 15 de fevereiro esse foi um dos temas centrais que a CNTE levou à audiência com o Ministro da Educação, Camilo Santana”, conta.


A deputada e presidenta da Apeoesp destaca: “Queremos um ensino médio que atenda os interesses dos filhos e filhas da classe trabalhadora, acabando de vez com a dicotomia entre uma boa escola para a elite e uma escola pobre para os pobres. Todos têm direito a educação pública de qualidade e essa sempre foi a meta da nossa luta”.


Outro problema apresentado pela deputada Bebel é que a implantação desse falso novo ensino médio, vem criando problema de falta de professores na rede estadual de ensino. Ela também não concorda com a filosofia do novo ensino médio de que possibilita aos jovens o poder escolher o que querem estudar. “Pode até parecer conservador, mas a vida é feita de desafio e os estudantes tem o direito de ter educação de qualidade, com currículo máximo. O que precisamos mudar é a forma como a escola deve funcionar, uma vez que continua sendo a mesma da época de Dom João XI, com lousa e giz. É inimaginável que em século XXI as escolas tivessem voltado ao normal, como nada tivesse ocorrido, depois de quase dois anos da pandemia da Covid-19. Não há revisão do projeto arquitetônico das escolas e a juventude não aguenta mais isso”, ressalta.


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