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Covid-19: Piracicaba atinge 70% da população vacinada com a 2ª dose ou dose única


Ewerton Andresson Santos Silva tomou a 2ª dose no Ginásio - Imagem: Andressa Mota CCS

Com mais de 288 mil segundas doses ou doses únicas aplicadas, Piracicaba (SP) chegou à marca de 70% da população com o sistema vacinal completo. A Prefeitura de Piracicaba, por meio da SMS (Secretaria Municipal de Saúde), aplicou até nessa segunda-feira (25), 278.092 segundas doses e 10.727 doses únicas, conforme o Vacinômetro do Governo do Estado. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Piracicaba tem 410.275 habitantes. Também na segunda-feira, o município chegou à marca de 12 dias sem registrar óbitos pela Covid-19.


No total, em Piracicaba já foram aplicadas 636.378 doses, sendo 329.955 primeiras doses, atingindo pessoas com 12 anos ou mais, e 17.604, entre pessoas com 60 anos ou mais e profissionais da saúde que já tomaram a 2ª dose ou dose única há, pelo menos, seis meses, e pessoas imunossuprimidas que já tomaram a 2ª dose ou dose única há, pelo menos, 28 dias.


“Chegar a 70% da população vacinada e observar que nossos índices de internações em UTI e enfermaria por Covid-19 estão baixos e, em especial, que estamos há 12 dias consecutivos sem registrar nenhum óbito por essa doença, mostra que estamos no caminho certo para superar esse momento tão difícil. Então, se já chegou a hora de você tomar a 2ª dose, não perca tempo e faça o agendamento no VacinaPira. Falta pouco”, enfatiza o prefeito Luciano Almeida.


Para o secretário de Saúde, Filemon Silvano, essa marca significa esperança e é reflexo de um trabalho árduo. “Estamos vendo a cada dia mais esperança de controlar essa pandemia e, com certeza, reflete a dedicação incansável dos nossos profissionais da saúde tanto na linha de frente nos hospitais, há quase dois anos, quanto diariamente, desde janeiro deste ano, fazendo chegar cada dose da vacina nos braços dos piracicabanos”, comenta Filemon.


O diretor do Centro de Vigilância em Saúde, Moisés Taglietta, lembra que, no início do processo de vacinação, os cientistas, a partir de cálculos matemáticos, afirmavam que vacinar com as duas doses 70% da população seria suficiente para controlar a pandemia. Mas o surgimento de novas variantes, como a Delta, fizeram esse percentual aumentar, uma vez que elas podem mudar o índice de eficácia das vacinas. Porém, ainda assim, Taglietta pontua que atingir essa marca é motivo para celebrar, mantendo, claro, todos os cuidados.


“Vale lembrar que nenhuma vacina tem 100% de eficácia e que, por isso, a vacinação é um ato de proteção coletiva, pois, com mais pessoas vacinadas, criamos barreiras de proteção e conseguimos diminuir a transmissão do vírus, assim como diminuir a probabilidade do desenvolvimento de quadros graves da doença e, em especial, a mortalidade”, explica Taglietta. “É um número para se comemorar, e bastante, mas não se pode deixar de tomar todos os cuidados, como manter o distanciamento social, a higienização das mãos e o uso de máscaras”, enfatiza.


ALÍVIO E ESPERANÇA

A vacinação contra Covid-19 em Piracicaba não para. Nessa segunda-feira (25), por exemplo, foi dia da estudante Laura Munhoz Silva, de 17 anos, tomar a 2ª dose da vacina, no Ginásio Municipal de Esportes. Feliz, define o momento como de esperança. “É uma sensação de esperança para que tudo volte ao normal. Estou feliz em saber que estou protegida e protegendo minha família”, comenta.


Sentimento semelhante teve o estudante Lorenzo Camillo de Ávilla, de 18 anos, ao receber a 2ª dose hoje. “É mais um alívio por tudo que aconteceu na pandemia e tudo que tivemos que passar”, destaca. “Mas a pandemia vai deixar sua marca na sociedade, forçando a gente a criar alguns hábitos que não tínhamos antes”, considera Lorenzo.


Os amigos Ewerton Andresson Santos Silva e Caroliny Viana Tonez, ambos de 17 anos, também completaram o sistema vacinal, no Ginásio Municipal. “É prazeroso ver que a vacinação está dando certo e, principalmente, porque já é a minha 2ª dose já. Estou feliz. Quando anunciou que a partir dos 17 já podia se vacinar, na primeira chance já vim”, afirma.


Caroliny conta que estava ansiosa para tomar a vacina contra Covid-19 e, assim como o amigo, quando recebeu a notícia que com 17 anos já poderia começar a vacinação, não perdeu tempo. “Na primeira oportunidade já fiz o cadastro”, lembra.

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