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Cirurgias de hérnia: investimento no SUS aumenta R$ 97 milhões, em um ano


A cirurgia é a única forma de tratamento para esta doença, que atinge até 20% dos brasileiros ao longo da vida -Foto: Divulgação/SBH/Comunicore

Os valores investidos pelo SUS - Sistema Único de Saúde para as cirurgias de tratamento das hérnias que afetam a parede abdominal subiu R$ 97 milhões em um ano, saindo de R$ 306,614 milhões, em 2022, para R$ 406,996 milhões, em 2023, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, através do sistema DataSus. A quantidade de cirurgias realizadas também apresentou crescimento de 13% no período, saindo de 348 mil para 397 mil procedimentos.

A hérnia é um defeito (ou uma abertura) nos músculos do abdome que permite que o intestino ou uma porção de gordura passe através dele. Ainda que hérnias possam ocorrer em muitos lugares no corpo humano, elas são mais comuns na parede abdominal, em regiões de fragilidade: como o umbigo e um pouco acima dele, na região epigástrica, locais de incisão de cirurgias anteriores e na virilha.




De acordo com o cirurgião e presidente da SBH - Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal, Gustavo Soares, a única forma de tratamento para esta doença é a cirurgia. “As hérnias podem ocorrer em qualquer idade, mas, atingem principalmente os adultos. Como é uma abertura na musculatura o tratamento é exclusivamente cirúrgico, com exceção da hérnia de hiato (esôfago) que pode ser tratada com medicamentos, em casos considerados leves ou moderados”, detalha.

Segundo dados da SBH, as hérnias abdominais podem atingir até 20% da população adulta no país. Entre os principais sintomas estão uma bolinha no local da alteração acompanhada de dor principalmente durante a prática de exercícios, que tende a melhorar com o repouso.

O vice-presidente da entidade, Heitor Santos, a falta de tratamento pode levar a progressão e complicações da hérnia. “O tamanho da doença pode aumentar, o que torna a cirurgia para tratamento mais complexa. Também pode acontecer o encarceramento ou estrangulamento da hérnia, que causam dor intensa e - dependendo do caso - vômitos e enjoo. Casos de estrangulamento exigem atendimento de emergência já que podem causar gangrena e falência do órgão preso à musculatura”, explica o médico.

MUTIRÕES

Com o objetivo de agilizar o atendimento de pacientes que aguardam por uma cirurgia de hérnia na fila de espera do SUS a SBH realiza, anualmente, um mutirão para operar cerca de 100 pessoas, que estão há mais tempo na fila de determinado município. Neste ano a ação vai acontecer em Volta Redonda (RJ).

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