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Chico Chico e João Mantuano modernizam MPB com dinâmica e texturas


Chico Chico, o filho da Cássia Eller, e amigo de longa data João Mantuano: álbum que leva o nome dos cantores e violonistas - Imagem: Divulgação

Chico Chico e conterrâneo e amigo de longa data João Mantuano lançam o álbum que leva o nome dos cantores e violonistas, que inclui os singles anteriormente disponíveis nas plataformas digitais. Ouça aqui: https://links.altafonte.com/chicoejoao.


O disco foi gravado na Toca do Bandido (Rio de Janeiro), produzido por Felipe Rodarte e mixado pelo engenheiro de som Raphael Dieguez. São 12 músicas que apostam e convencem pela mistura de melodias, texturas e sentimentos, todas elas conduzidas pelos violões expressivos de Chico e João.


Da efusiva ‘Largo do Machado’, passando pela minimalista pop ‘Pra Tua’, a blueseira moderna ‘Medo’ e a swingada ‘Vai com Deus’, a dupla faz música com uma poética única e ousada. Já a faixa de abertura, 'A Cidade', marca pela força do instrumental e do refrão da letra que critica a forma como as metrópoles consomem o indivíduo: "Bons homens têm fome, homens maus comem".


Chico Chico & João Mantuano, o disco, é plural tanto no instrumental, quanto na parte vocal, desconstruindo ritmos para conceber novas métricas e provocações sonoras.


E não seria possível atingir esse resultado sem contar com a parceria de som e vida dos músicos Pedro Fonseca (teclados e edição), Miguel Dias (baixo) e Lucas Videla (percuteria), que ainda assumem com brio a criação dos arranjos junto ao produtor Felipe Rodarte. "Esse é o resultado de três anos de trabalho numa banda que acumula quase 20 anos de amizade e um pouco mais do que isso de vivência em nossas individualidades urbanas. Por vezes doce, quase sempre ácida. Esse disco é sobre isso”, destaca Chico Chico. "Nosso jeito de retratar a vida urbana, histórias, personagens e cenários, sentimentos intensos, reflexões, textura, felicidades frias pelo tempo, futuros fatais. E uma banda de identidades", completa João Mantuano


O produtor Felipe Rodarte também comenta sobre o disco, que como ele destaca, entrelaça e abraça a ousadia, formando um mosaico do que almejam para uma MPB contemporânea, carregada de elementos de pós-produção e inovação. "Sem perder de vista os pés no chão, mas a cabeça ultrapassou as nuvens".


“Trabalhamos três anos nesse álbum. Buscamos neste álbum trazer a MPB para uma sonoridade mais contemporânea, por meio de uma produção atual, com eletrônicos. E tudo mesclado à qualidade técnica dos músicos dos instrumentos orgânicos. Estamos renovando a MPB tradicional. Trago neste álbum outros elementos que fiz nas produções dos discos com Ava Rocha, Baco Exu do Blues, Marcelo Falcão e do álbum pop que vai ser lançado do Vinicius”, detalha o produtor Felipe Rodarte.



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