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Candidatos de Piracicaba (SP): ex-vereadora Coronel Adriana disputa uma das 94 cadeiras da Alesp

Atualizado: 3 de set. de 2022


A ex-vereadora oronel Adriana é formada em Direito e é mestre em Ciências Policiais - Imagem: Divulgação

*Texto: Eliana Teixeira

Apresentando os candidatos a deputados estaduais e federais da sede da RMP (Região Metropolitana de Piracicaba), O Canal da Lili entrevista a ex-vereadora e advogada piracicabana Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana. Após a publicação das matérias com os candidatos de Piracicaba, também serão publicadas entrevistas solicitadas por candidatos que façam parte de outras cidades da RMP, desde que enviem e-mail (ocanaldalili@gmail.com) para o site O Canal da Lili até 2 de setembro de 2022. As matérias serão publicadas na revista digital até 24 de setembro.


Natural de Piracicaba (SP), aos 54 anos de idade, casada, mãe de Mariana, 35 anos, e Carolina, 17 anos, Coronel Adriana é formada em Direito e é mestre em Ciências Policiais. Veja a entrevista:


Qual sua profissão e o que te fez escolher esse caminho profissional?

Sou policial militar, hoje na reserva, e advogada. Quando se vem de família pobre, para que possa subir na vida é preciso de esforço extra, muito estudo e abraçar todas as oportunidades. Em 1987, aos 19 anos, eu trabalhava na Usina Costa Pinto, em Piracicaba, tive minha primeira filha e soube do concurso para soldado da Polícia Militar (PM). Me inscrevi, prestei o concurso e passei, terminando o Curso de Formação de soldados em 1° lugar. Me desdobrando entre o trabalho no policiamento, em casa e o cuidar de minha filha, todo o tempo livre que tinha estudava e me preparava para o concurso para a Academia do Barro Branco, o qual prestei e passei em 7º lugar dentre homens e mulheres. Daí por diante, galguei todos os postos e por onde passei deixe uma história de muito trabalho e realizações que foram reconhecidas, não só em âmbito interno como também pela sociedade civil. Sempre estudei e, em 2000 me formei bacharel em Direito. Em 2009, concluí o mestrado em Ciência Policiais e de Ordem Pública. Em 2021, vinte anos após a minha formatura, prestei a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), fui aprovada na primeira tentativa e hoje também sou advogada.



O que te motivou a entrar ou permanecer na vida pública?

Sempre fui uma idealista, meus valores, caráter e honra foram muito bem solidificados pelas formações familiar e profissional que tive. Na Polícia Militar, trabalhei sempre muito próximo ao povo e à tropa, vi os problemas da corporação dentro e fora do expediente, problemas da população, que no final se tornavam problemas de segurança pública, e que na maioria das vezes, precisavam de vontade política para se resolverem. Problemas que, se houvesse gestão pública bem feita e com respeito ao povo, sequer existiriam. Essa vontade política só surge quando alguém começa a se tornar uma ameaça ao status quo dos que estão no poder, quando há apelo midiático ou ainda, quando é ano de eleição. E muitos dos problemas que via e vivia dentro da PM dependiam dessa vontade política. Atuar na política até tal momento não me passava pela cabeça. Virei a chave quando passei a ver que se eu quisesse fazer a diferença e resolver problemas, como infraestrutura para o desenvolvimento da atividade de meus policiais, eu teria que ir além da PM. Eu já estava beirando meus 30 anos de casa, tinha bagagem em gestão pública, gestão de pessoas, conhecimento jurídico e resolvi usar meu conhecimento para fazer mais.


Como foi o início de sua trajetória na vida pública?

Na política, me candidatei pela primeira vez em 2012, ainda major da PM, fui convidada e aceitei o desafio para uma primeira candidatura, sem prévio preparo e mesmo assim fui bem votada e fiquei suplente. Em 2016, com o apoio da minha família, novamente me candidatei, dessa vez já tendo estudado previamente o sistema eleitoral e o que eu precisaria para me eleger. Estruturei a campanha, tudo conforme as normas, e fui eleita vereadora, sendo a mulher mais votada da cidade. Realizei um mandato proativo, propositivo, fiscalizador e independente e, modéstia à parte, fui muito bem sucedida. Como sou contra a reeleição, em 2020 me candidatei ao cargo de prefeita de Piracicaba, fiz uma campanha limpa e propositiva, com tudo corretamente declarado. Fiquei em terceiro lugar, numa eleição conturbada onde houve 12 candidatos e tivemos que concorrer com um prefeito inelegível, mas que por incrível que pareça, teve sua candidatura homologada pelo juízo eleitoral da cidade. Mesmo assim fui a mulher mais votada da historia de Piracicaba e hoje me candidato ao cargo de deputada estadual.


Quais são suas principais pautas como candidata?

Trabalhar pela segurança pública e pela valorização de seus profissionais, dentre eles: Defender princípios e garantias e a independência Administrativa e Operacional da PMESP; Lei Orgânica para a PMESP e Regulamentação do Estatuto das Polícias Militares; Manutenção do sistema de Proteção Social dos Policiais Militares; Reposição salarial nos termos do artigo 37 da CF; Plano de Carreira para a Polícia Militar e assistência jurídica exequível para os policiais; Mudança dos requisitos para acesso ao Bacharelado em Ciências Policiais e de Ordem Pública; Revogação da Res SSP/SP 014/14 que incumbe à PM as escoltas de presos; Revogação da Res SSP/SP 233/09 que impede a elaboração de BOTC pelos Policiais Militares; Incentivos fiscais para aquisição de coletes, armas veículos e casa própria para Policiais; Regulamentação da Polícia Penal; Fomentar convênios entre Municípios e Estado para melhoria da Segurança Pública; Direcionar recursos para construções de próprios para as Polícias e desincumbir municípios do custeio de instalações; Planos de saúde para os Policiais Militares do Interior; Trabalhar para defender direitos da mulher de verdade, que se desdobra e trabalha em dupla ou tripla jornada para manter sua família, pela institucionalização da Patrulha Maria da Penha, para que ela deixe de ser ação individual e se torne política pública; Trabalhar para defender nossas crianças, pela implantação de escolas-cívico militares, principalmente em regiões mais violentas, pelo aumento das escolas em período integral, pela transformação do Proerd em política pública de prevenção à drogas e à violência a fim de proteger nossas crianças do assédio do tráfico; Trabalhar por educação de qualidade, sem nenhum tipo de viés político e pela valorização de todos os profissionais que atuam nessa área; Trabalhar pelos municípios e pelo povo paulista, protegendo-os de desmandos do Governo, fiscalizando o emprego do dinheiro público com rigor.


SERVIÇO

Coronel Adriana: Facebook.com/coroneladrianacsn; Instagram.com/coroneladriana_. Twitter @coroneladriana_. WhatsApp: (19) 99814-9444. E-mail: adrianacsn@gmail.com.





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