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Campanha Setembro Amarelo: 32 pessoas são vítimas de suicídio por dia no Brasil


O ‘Setembro Amarelo’ alerta para a necessidade de conscientização da doença - Foto: Ilustrativa /Shutterstock

O número de pessoas que cometem suicídio no Brasil chega a 32 por dia, segundo, um levantamento realizado pelo Centro de Valorização da Vida, atingindo 11,6 mil ao ano no País. A OMS - Organização Mundial da Saúde aponta que, no mundo, são 700 mil casos no mesmo período, sendo a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade. Um levantamento feito pela Unicamp - Universidade Estadual de Campinas chama a atenção para o dado de que 17% dos brasileiros pensaram em suicídio em algum momento da vida e que 4,8% já elaboraram um plano para isso. E a campanha tem como objetivo abordar a importância da prevenção ao suicídio estimulando que pessoas busquem e ofereçam ajuda.



Segundo a psicóloga Aline de Menezes, que atende no Eco Medical Center em Curitiba (PR), os suicídios sempre estão relacionados a quadros de doenças mentais, principalmente quando não diagnosticados ou tratados incorretamente. “Devemos acender o alerta em casos de depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia. Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco”, explica.


O último Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde também aponta que, em nove anos (2010-2019) foram 112 mil mortes com essa causa no Brasil, com aumento de 43% no número anual de óbitos de 2010 para 2019.


As doenças psicológicas podem trazer sintomas físicos e mentais, ainda segundo Aline. “Envolve a insônia, apetite diminuído ou em excesso - principalmente por doces e carboidratos - sensação de tristeza, sentimento de culpa, cansaço excessivo, falta de energia, redução no interesse sexual, além de dor no peito, taquicardia e sudorese”.


Os números também apontam que o risco de suicídio é 3,8 vezes maior em homens (10,7 a cada 100 mil) do que em mulheres (2,9 a cada 100 mil).


Para a também psicóloga do Eco Medical Center em Curitiba, Elaine Michele, falar sobre o assunto é indispensável para reduzir os índices de ocorrência. “O debate pode mudar esse pensamento suicida, precisamos falar sobre a valorização da vida e o tratamento das doenças que podem levar a esse pensamento”, enfatiza.


Ainda segundo a especialista, a melhor forma de prevenção entre familiares e amigos é o acolhimento. “Se perceber que a pessoa está ausente, não responde mais positivamente aos convites do grupo, mais quieta do que o normal, procure estar presente, acompanhar em compromissos e deixar claro que tem prazer em realizar essa atividade. Ouvir os sentimentos e dedicar seu tempo é essencial, muitas vezes, mesmo dentro de casa, ficamos distraídos com as atividades domésticas e deixamos de dar atenção a um familiar que precisa de ajuda”, ressalta a psicóloga.


A maior parte dos casos (82%) registrados pelo Ministério da Saúde ocorreu dentro da própria residência das vítimas. O estresse constante, desentendimentos familiares, dificuldade em se relacionar e insatisfação com a vida, traumas e dificuldades para superar um luto são alguns sinais de alerta para ter auxílio de médico especializado, segundo Aline. “Muitas vezes, a gente não sabe compreender o que está sentindo ou temos dificuldade em identificar as próprias emoções. Esse é um bom momento para se conhecer melhor, mudar o comportamento e ampliar os horizontes. Nesse sentido, a ajuda psicológica pode te auxiliar a lidar melhor com as suas emoções e melhorar sua qualidade de vida”, orienta.





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