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Após uma década de construção, prédio da Biblioteca Municipal exige manutenção


Os vereadores Rai de Almeida, Josef Borges e Pedro Kawai visitaram o espaço, na última quinta-feira (18) - Imagem: Guilherme Leite

Casa de um acervo com 102 mil exemplares de 74 mil obras, entre livros, jornais, revistas e histórias em quadrinhos, o prédio da Biblioteca Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto completou, em outubro do ano passado, 10 anos de construção. O espaço, que é ideal para leitura e atividades artísticas – canceladas por conta da pandemia –, recebeu na última quinta-feira (18) a visita dos vereadores Rai de Almeida (PT), Josef Borges (Solidaridade) e Pedro Kawai (PSDB).


O grupo de parlamentares foi recebido pela diretora interina Erica Fernandes Stocco Frasson, assim como por funcionários da biblioteca, que fizeram um relato das condições das instalações, consideradas “ideais”, já que o prédio foi construído para ser um centro cultural, mas que precisa de algumas intervenções do poder público, com o objetivo de dar mais qualidade no atendimento ao público que vai ao local para realizar pesquisas acadêmicas ou apenas para fazer leitura diária de jornais.


Dentre os problemas está a falta de manutenção nas calhas. Como o pé direito do prédio é muito alto, para fazer o serviço é necessária a contratação de mão-de-obra especializada. Ao mesmo tempo, torna-se difícil e onerosa a limpeza nas paredes, janelas e esquadrias. Ainda por conta da característica do telhado, entra muita poeira e aves, que levam piolhos e defecam sobre máquinas, móveis, livros e funcionários. “A biblioteca é bem tranquila, conseguimos oferecer um espaço bom para leitura e estudos a quem vem aqui, mas temos essas situações ocasionadas pela característica do prédio”, explica Maria Aparecida de Carvalho, a Cidinha, chefe de setor.


Outro ponto que precisa ser melhorado diz respeito ao transporte. Os servidores da biblioteca lembram que existia uma linha de ônibus exclusiva para a biblioteca, mas que foi retirada, dificultando o acesso, principalmente, de pessoas idosas que buscavam o espaço para fazer leitura de jornais.


Ainda sem uma diretora efetiva - Erica é interina e atua como titular no Museu Prudente de Moraes -, o espaço é administrado pela Semac (Secretaria Municipal de Ação Cultural) e precisa ter uma bibliotecária para que possa apontar as necessidades de preservação do acervo. A única servidora de carreira da Prefeitura, com formação de ensino superior nesta área, atua no Parque Orlanda.


Na avaliação dos vereadores, é importante questionar a Administração sobre as ações previstas para melhoria da biblioteca. “Eu acho que podemos pedir informações a partir de requerimentos, assim teremos uma visão melhor do que a atual gestão da Prefeitura pretende realizar neste espaço, que é magnífico”, disse Rai de Almeida.


Josef Borges sugere que a Câmara convoque uma audiência pública para obter detalhes sobre o plano da Administração voltado à cultura. “É uma forma de levarmos o secretário para nos dar uma explicação clara do que se pretende com espaços como a biblioteca e outros que são administrados pela Semac”, apontou.


Já o vereador Pedro Kawai reconheceu as dificuldades da Administração em obter recursos para fazer a manutenção, mas destacou que é preciso cuidar do que já é bom. “Aqui, é um prédio que foi criado para ser uma biblioteca, então, é algo que precisa ser preservado e melhorado”, disse, ao colocar o seu gabinete à disposição dos servidores e dos usuários do espaço em levar as demandas para o titular da Semac.


ESTRUTURA

Inaugurada em 1939, a Biblioteca Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto conta com mais de 20 mil inscritos. Uma das peculiaridades é que está em seu décimo endereço, onde realiza, além dos cuidados do acervo, eventos como exposições de artes plásticas, contação de histórias e lançamentos de livros. Ao longo dos últimos anos, viu crescer o número de livros emprestados. Em 2014, foram cerca de 23.700, chegando a 34 mil em 2019. “Eu vejo esse lugar como o ideal para ter uma biblioteca com esta estrutura, reconhecida como uma das melhores do Estado de São Paulo”, avaliou Elcio Queiróz Couto, auxiliar de biblioteca.


Também participaram da reunião Marcelo Casagrande e Fabiana Cristina Brandão Machado, os quais também atuam como auxiliares de biblioteca.

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